Deputado cobra reação urgente diante da escalada de feminicídios em Mato Grosso

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Thiago Silva defende punições mais duras, reforço policial e atendimento humanizado às vítimas; estado registra aumento de mais de 65% nas denúncias em 2024

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Parlamentar pressiona por leis mais rígidas e ações integradas para frear violência contra mulheres

Diante do avanço preocupante dos casos de feminicídio em Mato Grosso, o deputado estadual Thiago Silva (MDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na semana passada para exigir medidas emergenciais. Ele cobrou do Congresso Nacional e da bancada federal do estado o endurecimento das leis, ampliação das políticas públicas e um esforço conjunto entre os poderes para garantir a proteção das mulheres.

Thiago destacou a necessidade de fortalecer a segurança pública com a convocação de aprovados em concurso da Polícia Civil, criação de delegacias da mulher com atendimento 24 horas em todas as regiões e a implantação de espaços especializados e humanizados para acolhimento das vítimas.

“O número de mulheres vítimas de violência só cresce em nosso estado. O caso brutal ocorrido nesta semana em Lucas do Rio Verde, em que uma mãe foi assassinada e a filha ferida a facadas, escancara a urgência de enfrentarmos esse problema com mais seriedade. Não podemos normalizar a violência doméstica”, declarou.

O parlamentar, que já propôs projetos como a Patrulha Maria da Penha e o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, reforçou a importância de campanhas educativas nas escolas, universidades e repartições públicas. Segundo ele, só com uma mudança de cultura será possível romper o ciclo de violência.

“Educação é prevenção. Precisamos falar sobre respeito e ensinar os caminhos da denúncia para evitar que novas vítimas surjam todos os dias. Esse debate tem que estar em todos os espaços da sociedade”, afirmou.

Dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) revelam um cenário alarmante: em 2024, Mato Grosso já somou 8.144 atendimentos relacionados à violência contra a mulher, o que representa um salto de 65,5% em relação ao ano anterior. As denúncias também cresceram 59,9%, saindo de 957 em 2023 para 1.531 neste ano. Do total, 1.389 foram feitas por telefone e 117 via WhatsApp. A Polícia Civil informou ainda que os feminicídios registrados em 2024 já deixaram 83 crianças órfãs de mãe.

A comerciante Suellen Cristina, que atua em ações de enfrentamento à violência doméstica, reforçou a necessidade de envolvimento do Estado:

“Enquanto o poder público não assumir sua responsabilidade de forma integrada, mais vidas serão perdidas. É preciso agir com urgência.”

O deputado já encaminhou indicações ao governo estadual solicitando reforço no policiamento, atendimento ininterrupto nas delegacias especializadas e campanhas massivas de conscientização. Segundo ele, a resposta do Estado precisa ser proporcional à gravidade da situação.

“Não podemos assistir inertes a esse massacre silencioso que tira vidas todos os dias”, concluiu.

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