Deputado pede prisão de Lulinha após delações sobre esquema no INSS

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O parlamentar reforçou que, embora respeite o princípio de que todos são inocentes até prova em contrário, a gravidade dos fatos narrados pelos delatores exige uma resposta firme e imediata das autoridades judiciais brasileiras.

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou, nesta quarta-feira (25), um pedido oficial junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. O parlamentar baseia a solicitação em novas informações que apontam o envolvimento de “Lulinha” em um esquema de corrupção e desvios de recursos públicos dentro do INSS.

A fundamentação do pedido surge após reportagens revelarem que acordos de colaboração premiada, firmados por ex-servidores e empresários, citam diretamente o filho do presidente como beneficiário de vantagens indevidas. Sanderson argumenta que a medida é necessária para garantir a ordem pública e impedir que os investigados destruam provas ou influenciem o andamento das apurações criminais sobre as fraudes previdenciárias.

Como alternativa à prisão imediata, o deputado sugeriu que a Justiça aplique medidas cautelares rigorosas para monitorar os passos de Fábio Luís. Entre as propostas enviadas à PGR estão o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão total de suas atividades empresariais e a proibição de manter contato com outros alvos da operação que investiga o rombo nos cofres da autarquia.

Por meio de nota oficial, a defesa de Fábio Luís Lula da Silva classificou as acusações como mentirosas e afirmou que ele nunca teve qualquer relação com os envolvidos no caso. Os advogados informaram ainda que já acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos autos, alegando que as menções ao seu nome não passam de ataques políticos para atingir o governo.

A movimentação de Sanderson aumenta a pressão sobre o Palácio do Planalto, uma vez que o caso ganha força às vésperas de depoimentos importantes em comissões de inquérito no Congresso. O parlamentar reforçou que, embora respeite o princípio de que todos são inocentes até prova em contrário, a gravidade dos fatos narrados pelos delatores exige uma resposta firme e imediata das autoridades judiciais brasileiras.

 

 

 

Por:Pablo Carvalho-PNN

 

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