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Deputados esquerdistas querem aumentar alíquota do Imposto de Renda em até 35%; PL já tramita na Câmara Federal

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Medida busca corrigir parte da defasagem na tabela do IRPF, e garantir que pessoas com menores rendimentos paguem menos imposto

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O Projeto de Lei – PL 141/25 – de autoria de três deputados federais do PSOL –  Sâmia Bomfim-SP, Fernanda Melchionna-RS e Glauber Braga-RJ, em tramitação na Câmara dos Deputados, visa aumentar a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em até 35%. A proposta quer modificar a tabela progressiva mensal do IRPF e sugere um total de oito faixas de tributação, cujo  limite máximo atual é de 27,5%.

Confira a proposta de tabela para o IR:

Faixa Base de cálculo (R$)* Alíquota (%) Dedução (R$)
Até 5.000 0,0 0,00
De 5.000,01 até 7.500 7,5 375,00
3ª  De 7500,01 a 10.000 15,0 937,50
De 10.000,01 a 15.000 22,5 1.687,50
5ª  De 15.000,01 a 25.000 27,5 2.437,50
6ª  De 25.000,01 a 30.000 30,0 3.062,50
7ª  De 30.000,01 a 39.300 32,5 3.812,50
8ª  Acima de 39.300 35,0 4.795,00

Fonte: Projeto de Lei 141/25

A principal mudança trazida pelo projeto é a ampliação da faixa de isenção, que passaria a contemplar quem recebe até R$ 5 mil por mês. Para rendimentos superiores a R$ 39,3 mil mensais, a alíquota aplicada seria a mais alta, de 35%.

Segundo justificava dos autores do projeto, a medida busca corrigir parte da defasagem na tabela do IRPF, e garantir que pessoas com menores rendimentos paguem menos imposto.

Além disso, os parlamentares argumentam que a maior progressividade na tributação poderia gerar recursos para investimentos em desenvolvimento sustentável, impulsionar a mobilidade social e incentivar a formalização de rendas.

Próximos passos

O PL 141/25 tramita na Câmara dos Deputados em caráter conclusivo, isto é, pode ser aprovado sem a necessidade de passar pelo Plenário, caso receba parecer favorável das Comissões responsáveis.

Ainda, o texto será analisado pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Caso o texto seja aprovado nessas Comissões, o Projeto seguirá para o Senado Federal e, posteriormente, para sanção presidencial.

Com informações da Câmara Federal

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