Diplomata dos EUA chega à Venezuela em meio a retomada de relações entre os países

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Laura Dogu chefia a missão americana, embora inicialmente seu papel seja o de encarregada de negócios

As autoridades venezuelanas receberam no sábado (31) a nova chefe da missão diplomática dos Estados Unidos, que chegou ao país em meio a um processo de retomada gradual das relações rompidas por Nicolás Maduro em 2019.

Maduro foi capturado por forças americanas durante uma operação em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios em Caracas e em outras regiões próximas.

A então vice-presidente Delcy Rodríguez herdou o poder e imediatamente promoveu uma reviravolta na histórica relação hostil com Washington: cedeu controle no setor petrolífero, uma exigência do presidente Donald Trump, mas também anunciou uma anistia geral e o fechamento da prisão de El Helicoide, denunciada como um centro de torturas.

embaixadora Laura Dogu chefia a missão americana, embora inicialmente seu papel seja o de encarregada de negócios.

“Minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar”, escreveu a diplomata em espanhol na conta X da embaixada em Caracas. O texto é acompanhado por duas fotos no aeroporto. Não está claro quanto tempo ela permanecerá no país nem qual será a agenda que cumprirá.

Pouco depois, o chanceler venezuelano, Yván Gil, informou no Telegram que se reuniu com Dogu como parte de uma agenda “voltada a definir um mapa do caminho de trabalho em temas de interesse bilateral”.

Maduro rompeu relações com Washington em 2019, depois que os Estados Unidos não reconheceram sua primeira reeleição no ano anterior e apoiaram um fracassado projeto de governo paralelo da oposição, liderado por Juan Guaidó.

Isso ocorreu durante o primeiro mandato de Trump, que tentou sufocar Maduro com um embargo petrolífero e uma série de outras sanções econômicas, ao mesmo tempo em que deu a Guaidó acesso a bens congelados e o controle de empresas venezuelanas no exterior.

“Formidável”

Washington também não reconheceu o resultado da segunda reeleição de Maduro, em 2024, que a oposição, liderada pela vencedora do Nobel da Paz María Corina Machado, denunciou como um “roubo”.

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