O governo islâmico reagiu cortando quase totalmente o acesso à internet em todo o país, tentando abafar o clamor das ruas e esconder a repressão.
O Irã mergulhou em uma onda de violenta repressão nesta quinta-feira (8), com forças de segurança disparando contra cidadãos em diversas cidades. Organizações de direitos humanos denunciam um cenário de guerra civil, com dezenas de mortes confirmadas após protestos contra a crise econômica saírem do controle. O governo islâmico reagiu cortando quase totalmente o acesso à internet em todo o país, tentando abafar o clamor das ruas e esconder a repressão.
A fúria popular foi desencadeada pelo colapso financeiro e pela desvalorização do rial, a moeda local, que destruiu o poder de compra dos iranianos. O que começou como um protesto comercial em Teerã se espalhou por 348 localidades, questionando diretamente a legitimidade do regime atual. A situação é agravada pelas cicatrizes de um conflito recente com Israel, deixando a população em uma situação de vulnerabilidade e extrema miséria.
Entidades internacionais, como a Iran Human Rights, afirmam que o número de vítimas fatais já ultrapassa 45 pessoas, incluindo crianças. O diretor da ONG ressaltou que a violência estatal aumenta diariamente e pediu uma intervenção decisiva das Nações Unidas. Segundo relatos, as autoridades estão indo ao extremo de invadir hospitais para prender feridos. A Anistia Internacional reforçou que o uso de força letal contra civis é totalmente ilegal.
Do outro lado do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom e mandou um recado direto aos líderes iranianos. Ele alertou que Washington agirá com força bruta caso o governo continue matando seus próprios cidadãos. Enquanto isso, o regime em Teerã tenta se defender. O chefe do Judiciário local avisou que não terá misericórdia com quem colaborar com inimigos externos para desestabilizar a República Islâmica.
O apagão digital dificulta a saída de informações, mas vídeos que furaram o bloqueio mostram avenidas tomadas e comércios fechados em polos estratégicos, como o setor petrolífero. O governo de Masoud Pezeshkian tenta diferenciar manifestantes econômicos de supostos desordeiros, mas a narrativa oficial não convence a oposição no exílio. A Alemanha também condenou o uso excessivo da força, enquanto o mundo observa o desenrolar desta nova crise no Oriente Médio.
