Investigação do governo norte-americano aponta abusos judiciais, práticas desleais de mercado e falta de combate à corrupção como motivos para a nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros.
Os Estados Unidos propuseram um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros após o Escritório do Representante Comercial (USTR) concluir que o Brasil adota práticas comerciais desleais. O documento, divulgado nesta segunda-feira (1°/6), coloca a decisão final nas mãos do presidente Donald Trump, citando uma série de irregularidades que prejudicam gravemente as empresas norte-americanas e o livre mercado internacional.
O relatório aponta abusos cometidos pelo Judiciário brasileiro contra redes sociais, mencionando ordens secretas para censurar conteúdos e perseguir perfis de cidadãos norte-americanos. Além disso, o governo dos EUA critica duramente a falta de transparência no sistema de pagamentos Pix, que estaria sendo utilizado para beneficiar concorrentes locais e sufocar empresas americanas, configurando um cenário de flagrante discriminação contra investidores estrangeiros.
A investigação também destacou a negligência brasileira no combate à corrupção e falhas graves na proteção da propriedade intelectual, com o país falhando em coibir a pirataria e a falsificação de produtos. As tarifas preferenciais concedidas injustamente a outros países, o tratamento desequilibrado ao etanol norte-americano e a incapacidade crônica do governo brasileiro em conter o desmatamento ilegal completam a lista de motivos que levaram a essa medida drástica.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações com a gestão petista foram intensas, mas as preocupações sobre as políticas brasileiras permanecem sem solução efetiva. A pressão de Washington reflete a frustração americana com um ambiente de negócios no Brasil que, segundo o governo Trump, ignora as regras internacionais, prejudica a inovação e atenta contra princípios fundamentais como a liberdade de expressão.
