Além disso, a esposa do ministro Alexandre de Moraes teria firmado um contrato de consultoria com a mesma instituição financeira no valor astronômico de quase 130 milhões de reais.
Editorial do Estadão expõe o escândalo que ministros do STF tentam esconder
Além disso, a esposa do ministro Alexandre de Moraes teria firmado um contrato de consultoria com a mesma instituição financeira no valor astronômico de quase 130 milhões de reais.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial contundente nesta sexta-feira (30), denunciando o que chamou de uma “bússola moral avariada” nas mais altas esferas do poder em Brasília. O texto aponta a existência de uma perigosa rede de proteção que beneficia o Banco Master e seu principal controlador, Daniel Vorcaro, envolvendo diretamente ministros do Supremo Tribunal Federal e do Governo Federal.
A publicação destaca o conflito de interesses envolvendo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, cujo escritório de advocacia manteve contrato com o banco investigado pela Polícia Federal. Segundo o editorial, o ministro tentou justificar a situação afirmando ter se afastado da banca para assumir o cargo público, mas o fato de seus familiares continuarem recebendo valores da instituição financeira configura um grave deslize ético.
O escândalo se estende ao Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Dias Toffoli é questionado por não se declarar suspeito em processos que envolvem o banco, mesmo com seus irmãos mantendo negócios com um parente de Vorcaro. Além disso, a esposa do ministro Alexandre de Moraes teria firmado um contrato de consultoria com a mesma instituição financeira no valor astronômico de quase 130 milhões de reais.
Para o editorial, a reação dos presidentes das instituições é tão espantosa quanto os próprios fatos, já que o presidente do STF, Edson Fachin, classificou as condutas como regulares. O texto critica a omissão da Procuradoria-Geral da República e o apoio do ministro Gilmar Mendes a essas práticas, afirmando que as autoridades agem como se estivessem acima de qualquer controle republicano.
O documento encerra com um alerta grave: o silêncio e as explicações que desafiam a lógica sobre as relações com o banqueiro demonstram que o Brasil vive uma naturalização de conflitos de interesses. O jornal afirma que o país está sendo feito de bobo por uma elite que se recusa a prestar contas e que ignora limites éticos básicos em nome de remunerações milionárias.





