Galvan, que obteve mais de 337 mil votos na disputa ao Senado em 2022, afirmou estar consolidando sua pré-candidatura pelo Democracia Cristã (DC)
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O produtor rural, empresário e ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan (DC), confirmou na manhã desta terça-feira (2705) sua pré-candidatura ao Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante uma visita à Câmara Municipal de Várzea Grande, onde concedeu entrevista à imprensa local.
Durante a conversa com jornalistas, Galvan explicou que sua presença na Câmara faz parte de um movimento mais amplo de acompanhamento da política municipal em diversas regiões de Mato Grosso.
“A gente tem que estar participando da política, vendo como está o funcionamento. Já estivemos em várias câmaras do estado, como em Alta Floresta, e agora estamos aqui em Várzea Grande acompanhando o trabalho de vereadores, muitos deles amigos”, declarou.
Galvan, que obteve mais de 337 mil votos na disputa ao Senado em 2022, afirmou estar consolidando sua pré-candidatura pelo Democracia Cristã (DC).
“Se tiver um único candidato ao Senado no ano que vem, com certeza será Antônio Galvan”, afirmou com convicção.
Questionado sobre qual nome apoiará para o governo de Mato Grosso, Galvan citou duas possíveis opções: o atual vice-governador Otaviano Pivetta, e o empresário Dílio Balbinotti, que hoje aparece como possível pré-candidato pelo PL.
“São nomes fortes. O Pivetta tem histórico de boa gestão, e o Dílio é um grande empresário com ótima índole”, destacou.
Ele também comentou a recente aparição de Janaína Riva em primeiro lugar numa pesquisa espontânea para o governo estadual, reconhecendo que ela pode ser uma boa opção, mas afirmou que, neste momento, prefere os nomes de Pivetta e Balbinotti.
Crítica ao governo Lula e a gestão da Agricultura
Em tom crítico, Galvan não poupou palavras ao se referir ao atual governo federal e ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “Concordo plenamente: é um desastre. O que temos no Brasil hoje é um desgoverno”, declarou.
O empresário do ramo do agronegócio criticou a política de investimentos em agricultura fora do país, como em Angola, enquanto, segundo ele, produtores brasileiros sofrem com falta de apoio, especialmente no Rio Grande do Sul.
Também acusou o governo de usar eventos e propaganda para “iludir o pequeno produtor rural”, e ironizou uma visita recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Campo Verde:
“De forma nenhuma estive lá. Se fosse um governo sério, não dependeria de sigla. Mas esse governo é um fiasco.”
No final da entrevista, Galvan falou sobre o cenário federal para as eleições de 2026. Ele afirmou que aguarda uma decisão judicial que possa restabelecer os direitos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, e garantiu que apoiará o nome indicado por ele caso o ex-presidente continue inelegível. “O nome que Bolsonaro indicar será o nosso nome”, concluiu.
Da redação
