Escândalo: Auditoria da CGU revela rombo de R$ 4,3 bilhões no Ministério da Educação

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A CGU também apontou falhas graves na apuração da depreciação de bens

Um escândalo contábil de proporções gigantescas acaba de ser revelado no Ministério da Educação (MEC) pela Controladoria-Geral da União (CGU). Uma auditoria explosiva identificou distorções que somam inacreditáveis R$ 4,3 bilhões nas contas do MEC referentes a 2024. A principal falha é uma divergência de R$ 3,3 bilhões na conta de bens móveis, com universidades e institutos registrando valores muito abaixo do que o SIAFI indica, sugerindo uma superavaliação fraudulenta dos ativos do Ministério.

Além do rombo bilionário, a CGU apontou falhas graves na apuração da depreciação de bens, com uma distorção adicional de R$ 1 bilhão, limitando a transparência e a real situação patrimonial da pasta. A gestão petista ainda enfrenta críticas pela explosão das provisões de longo prazo, que saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 109 bilhões em um ano, sem a devida transparência sobre sua aplicação. Há ainda 2.190 Termos de Execução Descentralizada (TEDs) com prestações de contas pendentes, totalizando R$ 3,8 bilhões.

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O cenário é ainda mais sombrio para o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que corre sério risco de colapso. A CGU alerta que o modelo atual de execução do Fundo Garantidor pode comprometer novas concessões, principalmente pela alta inadimplência e o limite de alavancagem já atingido. As irregularidades contábeis e a má gestão do MEC, expostas pela auditoria, evidenciam um verdadeiro descalabro que coloca em xeque o futuro da educação no Brasil e o dinheiro público.

 

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