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Esquema ilegal de venda de imóveis do Minha Casa, Minha Vida é investigado em Várzea Grande (MT)

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Residências financiadas pelo programa federal estão sendo anunciadas irregularmente nas redes sociais por beneficiários e supostos corretores

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Um esquema clandestino envolvendo a venda irregular de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida está sendo investigado em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT). As propriedades, destinadas a famílias de baixa renda, têm sido comercializadas de forma ilegal em plataformas online e redes sociais, contrariando as regras do programa habitacional.

Segundo a legislação vigente, os imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida não podem ser vendidos ou transferidos enquanto não estiverem totalmente quitados, o que visa garantir o acesso justo à moradia para famílias que mais precisam.

No caso do Residencial Santa Bárbara, a Caixa Econômica Federal (CEF) informou que recebeu 25 denúncias de ocupações irregulares, encaminhadas pela Prefeitura de Várzea Grande, e que os beneficiários estão sendo notificados para esclarecimentos.

Já no Colinas Douradas, inaugurado em 2024 com a presença de Lula da Silva (PT), uma mulher que se identificou como corretora sugeriu estratégias para ocultar a negociação ilegal. “No começo, você não fala que comprou. Diz que é parente, tipo: ‘Ah, é minha prima, estou morando com ela”, orientou. Ela ainda apresentou condições de pagamento, pedindo entrada de R$ 33 mil e parcelas de R$ 1.500, mesmo sem a documentação legal.

A Caixa declarou que não possui um número exato de denúncias sobre o Colinas Douradas, mas ressaltou que denúncias recebidas são apuradas em conjunto com as prefeituras responsáveis pela indicação dos beneficiários. O presidente do Creci-MT (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso), Claudecir Conttreira, disse que a entidade não compactua com práticas ilegais e que, caso se comprove a atuação irregular da suposta corretora, medidas serão tomadas.

O caso acende um alerta sobre a necessidade de fiscalização mais rigorosa e campanhas de conscientização, tanto para coibir fraudes quanto para garantir que os imóveis do programa federal continuem atendendo a sua finalidade social.

Da redação

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