O comunicado, menciona especificamente a atuação do Exército de Libertação Nacional, o ELN, organização classificada como terrorista pelo governo americano. Segundo a Embaixada dos Estados Unidos em Bogotá, grupos armados que atuam na região de Catatumbo têm utilizado repetidamente drones comerciais adaptados para transportar explosivos.
Em muitos casos, os ataques são acompanhados por disparos de fuzil contra postos policiais e instalações militares. As autoridades americanas alertam que novas ações podem ocorrer com pouco ou nenhum aviso prévio. Entre os possíveis alvos estão delegacias, edifícios governamentais, instalações militares e outras estruturas ligadas às forças de segurança.
Diante desse cenário, Washington reforçou a recomendação para que cidadãos americanos não viajem ao departamento de Norte de Santander nem se aproximem a menos de dez quilômetros da fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. A região está classificada no nível quatro de alerta, o mais elevado da escala americana, que corresponde à orientação de não viajar. A classificação leva em consideração os riscos de criminalidade, terrorismo, sequestros e confrontos entre organizações armadas.
O alerta ocorre poucos dias depois de um ataque que deixou dois policiais colombianos mortos no município de Ábrego, em Norte de Santander. Na última sexta-feira, dia 25, os agentes foram atingidos por disparos de criminosos enquanto realizavam uma atividade de patrulhamento. Os responsáveis fugiram após o ataque.
A região de Catatumbo, no nordeste colombiano, é uma das áreas de atuação do ELN e de outros grupos armados que disputam o controle territorial. A proximidade com a Venezuela e a presença de organizações envolvidas em atividades ilegais tornam a situação de segurança especialmente delicada.
A Embaixada americana orienta os cidadãos que já estão na região a redobrar a vigilância, especialmente nas proximidades de instalações policiais e militares e nas principais rodovias. Também recomenda evitar aglomerações, não confrontar pessoas armadas, revisar os planos de segurança pessoal e manter os celulares carregados para situações de emergência.
O alerta mais recente reforça uma restrição que já estava em vigor. Desde março, o Departamento de Estado mantém a Colômbia no nível três de alerta, que recomenda reconsiderar viagens ao país. Norte de Santander e a faixa de dez quilômetros da fronteira com a Venezuela já estavam no nível quatro, de não viajar.
A orientação americana é que os viajantes acompanhem os comunicados oficiais e as notícias locais, diante da possibilidade de novos episódios de violência.
