O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu nesta terça-feira (6) que a Rússia divulgue mais informações sobre a morte de uma funcionária de um instituto especializado no estudo da peste na Sibéria. O caso provocou medidas de quarentena e passou a ser acompanhado por autoridades sanitárias internacionais.
“Acho que cabe à Rússia, obviamente, compartilhar mais informações com o mundo”, disse Rubio a jornalistas durante viagem à Islândia.
O chefe da diplomacia americana afirmou que o governo dos Estados Unidos mantém atenção constante sobre a situação. “Estamos acompanhando a situação muito de perto, hora a hora”, declarou.
A funcionária trabalhava no Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria e do Extremo Oriente, instituição que pesquisa doenças infecciosas consideradas perigosas. Autoridades russas informaram que ela desenvolveu uma pneumonia de origem desconhecida e morreu na semana passada.
Morte levantou suspeita
A vítima foi identificada pela imprensa local como Darya Shipilova, técnica de laboratório de 28 anos. Ela foi hospitalizada em 29 de setembro e morreu em 2 de outubro em Shelekhov, cidade próxima a Irkutsk. Relatos não confirmados divulgados na Rússia levantaram a possibilidade de que ela tivesse contraído peste pneumônica, uma das formas mais graves da doença.
O governo russo, porém, não confirmou que a morte tenha sido causada pela peste. A Rospotrebnadzor, agência responsável pela vigilância sanitária do país, informou que exames não encontraram microrganismos relacionados às atividades profissionais da funcionária e afirmou não ter identificado incidentes envolvendo agentes patogênicos no instituto.
Após a morte, o hospital de Shelekhov onde a funcionária estava internada foi colocado em quarentena, enquanto pessoas que tiveram contato com ela passaram a ser monitoradas. Relatos publicados pela imprensa apontam que cerca de 200 pessoas ficaram sob observação médica.
A peste pneumônica é provocada pela bactéria Yersinia pestis e atinge os pulmões. Diferentemente da forma bubônica, pode ser transmitida entre pessoas por gotículas respiratórias. A doença pode evoluir rapidamente sem tratamento, mas pode ser tratada com antibióticos quando identificada a tempo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que acompanha o caso e considera, até o momento, “muito baixo” o risco global relacionado à situação na Rússia.
O presidente americano Donald Trump também afirmou que acompanha o caso e disse que os Estados Unidos estão dispostos a prestar assistência à Rússia caso seja necessário. Washington ainda aguarda informações adicionais para avaliar a dimensão do risco.
JovemPan






