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Facções desafiam Estado e furtam avião avaliado em R$ 6 milhões em aeroporto de MT

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Terceiro furto em Juína expõe fragilidade da segurança aérea na fronteira com a Bolívia

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Juína (MT) — Em uma ação audaciosa que expõe a fragilidade da segurança nos aeroportos da região de fronteira, uma aeronave de pequeno porte foi furtada na madrugada desta segunda-feira (12/05) do Aeroporto Municipal de Juína, na região Noroeste do Estado, a 735 quilômetros de Cuiabá. O avião, modelo Baron 58, fabricado em 2004 e avaliado em R$ 6 milhões, foi levado do hangar sem que qualquer alarme fosse disparado ou movimentação suspeita registrada previamente.

Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o proprietário da aeronave, Jorge Pires, 43 anos, foi informado pelo próprio piloto, que, ao chegar no aeroporto por volta das 4h, encontrou o hangar vazio. O avião, branco com faixas dourada, vermelha e preta, havia simplesmente desaparecido.

A suspeita imediata recai sobre o envolvimento de facções criminosas que atuam na região de fronteira entre Mato Grosso e Bolívia. Segundo Jorge, esta já é a terceira aeronave furtada do aeroporto de Juína, o que reforça a hipótese de um esquema organizado de roubo e tráfico de aeronaves. “Estamos à mercê do crime. A proximidade com a Bolívia transforma esse aeroporto em um ponto estratégico para essas quadrilhas”, afirmou o empresário.

A Polícia Judiciária Civil já iniciou as investigações e não descarta a participação de grupos especializados no furto de aviões para uso em atividades ilícitas como o tráfico de drogas e transporte de armas. As autoridades locais também alertam para a crescente ousadia das facções, que têm desafiado o aparato estatal em plena luz do dia e com movimentos cada vez mais coordenados.

“A frequência e a sofisticação desses crimes mostram que estamos lidando com um novo patamar de atuação do crime organizado. É preciso reforçar os mecanismos de vigilância e controle, especialmente em áreas estratégicas como Juína”, disse um investigador envolvido no caso, sob condição de anonimato.

Enquanto isso, o desaparecimento da aeronave deixa mais uma vez em evidência a vulnerabilidade dos aeroportos regionais e a urgência de uma resposta mais firme do Estado frente ao avanço do crime nas fronteiras.

A polícia pede que qualquer informação que possa levar ao paradeiro do avião seja repassada anonimamente pelos canais oficiais. A aeronave ainda não foi localizada até o momento.

Por Jota Passarinho

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