Fila no INSS explode e deputados cobram Lula: “2,7 milhões de brasileiros esperando”

0
385

Eles querem saber, por exemplo, quantos processos estão parados há mais de 45 dias e se houve contratação de pessoal para dar conta da demanda.

Deputados da oposição apresentaram na quinta-feira (29) um requerimento cobrando respostas do ministro da Previdência Social sobre o aumento recorde na fila de pedidos de benefícios do INSS. O documento revela que o número de brasileiros à espera de resposta saltou de 1,08 milhão em dezembro de 2022 para 2,7 milhões em março de 2025.

A iniciativa, liderada por Caroline de Toni (PL-SC) e assinada por outros parlamentares do PL, como Carlos Jordy e André Fernandes, aponta para um “descaso generalizado” com aposentados, pensionistas e pessoas em situação de incapacidade, que aguardam há meses — e em muitos casos, anos — por um direito básico.

No requerimento, os deputados solicitam dados detalhados sobre o tempo de análise dos pedidos, a estrutura de servidores do INSS e as medidas adotadas pelo governo para enfrentar o problema. Eles querem saber, por exemplo, quantos processos estão parados há mais de 45 dias e se houve contratação de pessoal para dar conta da demanda.

A oposição afirma que o cenário atual revela uma falência administrativa. Para eles, a gestão Lula tem “outras prioridades”, enquanto milhões de brasileiros padecem em filas invisíveis. Os parlamentares também exigem cópia de relatórios técnicos que avaliem o impacto das ações já anunciadas pelo governo federal.

Segundo dados oficiais, a fila aumentou 149% em pouco mais de dois anos. A demora no atendimento compromete não apenas o sustento de milhares de famílias, mas também fere princípios como a dignidade da pessoa humana e a duração razoável do processo, especialmente em casos sensíveis como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Os deputados também questionam se há metas internas no INSS para reduzir o tempo de espera, e se parcerias com prefeituras ou outros órgãos foram realmente efetivas. Até agora, alegam que o governo tem se limitado a “protocolar promessas”, sem resultados concretos.

Para a oposição, a situação escancara uma das maiores crises silenciosas da atual gestão. “Enquanto há bilhões para ministérios e campanhas publicitárias, falta compromisso com quem mais precisa”, resumiu Caroline de Toni, ao justificar a cobrança formal ao ministério.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Digite seu nome aqui