Gaeco deflagra operação contra suspeitas de corrupção envolvendo vereadores de Várzea Grande e Cuiabá

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A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis, que apura possíveis irregularidades envolvendo integrantes da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.

A operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com a mobilização de mais de 200 policiais.

Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois parlamentares de Cuiabá. Segundo informações divulgadas pelo Repórter MT, figuram entre os possíveis alvos da investigação os vereadores Wanderley Cerqueira, Cilço da Cruz, Braz Jaciro, Alecsand, Wender Silva, Denival Galibert, Miguel Angel, Lucélia Oliveira, Kleberton Feitoza, Raul Coelho, Emerson César e Raul Curvo. Na capital mato-grossense, Ilde Taques e Alex também são citados entre os investigados.

As apurações buscam esclarecer suspeitas de que um grupo organizado teria atuado para obter vantagens indevidas, cooptar agentes públicos e praticar atos de corrupção, além de outras possíveis irregularidades na administração pública municipal.

Os mandados, autorizados pela Justiça, abrangem buscas domiciliares, pessoais e veiculares. A finalidade é apreender documentos, equipamentos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

Mais de 200 policiais participam da operação

A ação reúne integrantes do Gaeco, força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

Também participam equipes especializadas dos Comandos Regionais I e II, da Agência Central de Inteligência, Rotam, Bope, Cavalaria, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, RAIO e Grupos de Apoio.

O nome da operação, Cathedra Venalis, é uma expressão em latim que pode ser traduzida como “cadeira venal” ou “cargo negociado”. De acordo com o Gaeco, a denominação faz alusão às suspeitas de práticas ilícitas relacionadas ao exercício de funções públicas.

As investigações seguem em andamento, e a presença de nomes entre os investigados não significa, por si só, comprovação de culpa.

 

Da Redação

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