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Governo de MT crucifica pescadores com transporte zero e propaga os grandes empresários do “pesque e solte”

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Alei do transporte zero proíbe que pescadores levem para casa…

Enquanto milhares de pescadores artesanais enfrentam dificuldades cada vez maiores para sobreviver com a imposição do polêmico  transporte zero, o Governo de Mato Grosso tem dado sinais claros de que aposta suas fichas em outro público: os grandes empresários do setor de piscicultura e turismo de lazer.

A nova aposta do Palácio Paiaguás é a liberação de incentivos e regras mais flexíveis para o funcionamento de tanques voltados ao modelo “pesque e solte”. A prática, que consiste em capturar o peixe e devolvê-lo à água, vem sendo apresentada pelo governo como alternativa moderna, capaz de atrair investidores e fomentar o turismo.

Para os pescadores artesanais, porém, a mensagem é outra: enquanto são criminalizados e limitados na sua atividade tradicional, os “grandes tubarões” do mercado são exaltados e incentivados a expandir seus negócios. “É uma injustiça sem tamanho. Nós, que vivemos da pesca para sustentar a família, estamos sendo tratados como criminosos, enquanto os empresários têm tapete vermelho estendido”, reclama um representante da categoria.

O transporte zero proíbe que pescadores levem para casa a produção obtida nos rios do estado, medida que o governo justifica como necessária para a preservação ambiental. No entanto, ao mesmo tempo, abre-se espaço para a multiplicação de tanques privados, cujo foco principal não é a subsistência, mas o lucro de empreendimentos turísticos.

Ambientalistas também veem contradição na política. Segundo eles, a retirada do direito dos ribeirinhos e pescadores tradicionais não garante, por si só, a preservação dos estoques pesqueiros, sobretudo quando não há fiscalização efetiva contra a pesca predatória e o contrabando de pescado.

Na prática, a estratégia do governo reforça a sensação de que o pescador pobre é penalizado, enquanto os grandes empresários saem beneficiados. Com isso, o debate sobre a política pesqueira em Mato Grosso segue cada vez mais polarizado, colocando em lados opostos quem depende do peixe para sobreviver e quem enxerga na atividade apenas mais uma fonte de negócios milionários.

O sentimento de quem realmente vive da pesca e ficou impossibilitado pelo projeto de lei do transporte zero não condiz com que o governo vem dizendo que o setor esta sendo Impulsionado pela Lei.

Da Redação

Parmenas Alt

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