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Greve dos caminhoneiros pode começar hoje

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A line of trucks waits for the road to the Ambassador Bridge border crossing in Windsor, Ontario, to reopen February 8, 2022, after protesters blocked the road Monday night. - The protestors supporting the Truckers Convoy in Ottawa blocked traffic in the Canada bound lanes since Monday evening. Approximately $323 million worth of goods cross the Windsor-Detroit border each day at the Ambassador Bridge making it North America’s busiest international border crossing. (Photo by Geoff Robins / AFP)

Lideranças se reúnem hoje em Santos e sinalizam paralisação nacional contra alta do diesel, com reflexos imediatos no abastecimento e nos preços.

Caminhoneiros autônomos e lideranças de entidades como a Abrava e CNTTL articulam uma paralisação nacional que pode iniciar já nesta quinta-feira (19), após reunião decisiva hoje em Santos (SP). A mobilização, impulsionada pela recente alta do diesel promovida pela Petrobras, ganhou força em assembleia na segunda-feira, com Wallace Landim, o Chorão, alertando para preços que chegam a R$ 6,29 em alguns pontos do país.

O estopim foi o reajuste nos combustíveis, que anulou medidas governamentais de alívio, sem reajustes proporcionais nos fretes, afetando diretamente autônomos e cooperativas em estados como São Paulo, Santa Catarina e Bahia. A estratégia inicial prevê “parada voluntária”, com recusa a cargas e sem bloqueios de rodovias, mas adesões crescem rapidamente entre as bases.

Hoje, quarta-feira (18), líderes de portos e confederações se encontram novamente no Porto de Santos para definir data e rumos, com possibilidade de início entre amanhã e o fim de semana. O governo está em alerta, avaliando cortes no ICMS, mas sem negociações concretas até o momento, o que eleva o risco de escassez.

Os impactos podem ser devastadores, semelhantes à crise de 2018: alta imediata em combustíveis, alimentos e fretes, com prateleiras vazias em supermercados e interrupções no transporte de cargas essenciais. No Tocantins, não há relatos de mobilizações locais específicas, mas o efeito cascata nacional pode chegar rápido à região.

Autoridades e empresários monitoram o cenário com urgência, enquanto vídeos e postagens em redes sociais amplificam o chamado à paralisação, criando pânico preventivo em postos e mercados. A decisão final sairá nas próximas horas, mas o Brasil já sente a tensão nas estradas.

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