Entre os alvos estavam sistemas do próprio Departamento de Justiça, da NASA, do Federal Reserve, o banco central dos EUA, e do Senado estadunidense. A operação também atingiu ou tentou atingir outras estruturas consideradas sensíveis nos EUA e em outros países.
Como parte da ação, o Departamento de Justiça apreendeu os domínios de duas plataformas usadas para ataques cibernéticos, chamadas QScan e QTRouter. Segundo as autoridades estadunidenses, os serviços faziam parte da campanha de invasões.
Um documento apresentado à Justiça identificou como vítimas o Departamento de Energia dos EUA, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) e quatro empresas não identificadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.
As autoridades afirmam que as duas plataformas eram administradas pela Nanjing Xinjiuwei Network Technology Company, empresa sediada na China. De acordo com o Departamento de Justiça, entre os clientes da companhia estavam o Ministério da Segurança do Estado da China, responsável pela inteligência civil do país, e o Exército de Libertação Popular.
A Nanjing Xinjiuwei não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters feito fora do horário comercial.
China nega acusações
- A embaixada da China em Washington contestou a acusação estadunidense;
- Um porta-voz afirmou que o governo chinês não conhecia os detalhes específicos mencionados pelo Departamento de Justiça, mas declarou que a China “se opõe firmemente e combate todas as formas de ataques cibernéticos de acordo com a lei”;
- O representante também acusou os Estados Unidos de utilizar questões de segurança cibernética para “difamar ou desacreditar a China” e de ampliar o conceito de segurança nacional para impor restrições discriminatórias a empresas chinesas;
- Segundo a embaixada, Pequim pretende proteger os direitos e interesses legítimos das empresas do país.
- olhar digital