No resultado acumulado dos últimos 12 meses, índice apresenta alta de 4,44% — resultado abaixo do teto da meta definida pelo BC
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,07% em julho, após alta de 0,16% no mês anterior, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (11).
No acumulado de 12 meses até julho, o índice apresenta alta de 4,44% — abaixo do teto da meta do BC (Banco Central), de 4,50%. No acumulado do ano, o IPCA registra alta de 3,44%.
Confira os resultados por grupo:
- Alimentação e bebidas: -0,67%
- Habitação: 0,99%
- Artigos residenciais: 0,07%
- Vestuário: -0,66%
- Transportes: 0,05%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
- Despesas pessoais: 0,22%
- Educação: -0,03%
- Comunicação: 0,04%
A maior variação (0,99%) e o maior impacto nos resultados (0,15 ponto percentual) apareceram no grupo Habitação, devido à alta nos preços da energia elétrica residencial. Já o segmento de Alimentação e Bebidas caiu 0,67%, com -0,14 p.p. de impacto.
Os demais grupos variaram entre -0,66% e 0,40%, em Vestuário e Saúde e Cuidados Pessoais, respectivamente.
No caso da energia elétrica, o impacto individual foi de 0,13 p.p. no mês, com aceleração de 1,53%, em junho, para 3,09% em julho. O motivo tem relação com os reajustes nos preços das contas de luz em diferentes partes do país.
Confira:
- 8,85% em uma das concessionárias de São Paulo (7,55% no grupo), a partir de 4 de julho;
- 14,89% em uma das concessionárias de Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho;
- 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho.
Além disso, em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Outro reajuste que impactou para a alta nos preços de gastos com habitação foi o verificado nas taxas de água e esgoto (0,40%).
Veja onde ocorreram reajustes:
- 3,57% em Salvador (1,31% no grupo), a partir de 20 de julho;
- 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho;
- 3,97% em Brasília (0,24%), a partir de 1º de junho;
- 6,00% em Rio Branco (0,37%), também vigente desde 1º de junho.
Apesar disso, houve redução de 0,04% no valor gás encanado, em decorrência da queda média de 2,00% no valor das tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%). O preço mais baixo está em vigor desde 1º de junho.
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