Até 5 de maio, não há anúncio oficial, mas o Planalto sinaliza que a soberania presidencial na escolha não será abalada pela derrota.
Em declarações reservadas a aliados, o presidente Lula expressou o desejo de insistir na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), apesar da rejeição histórica pelo Senado em 29 de abril, por 42 votos contra 34 a favor — a primeira em 132 anos. Segundo fontes próximas ao Planalto, citadas pelo colunista Igor Gadelha no Metrópoles em 4 de maio, Lula atribui a derrota a um suposto acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o senador Flávio Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, e vê espaço para uma nova articulação.
O mandatário avalia postergar a reindicação para após as eleições de outubro de 2026, apostando em maior poder de barganha caso saia reeleito, ou indicar outro nome temporariamente e reservar Messias para o futuro, sem abrir mão da vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Apesar de conselhos para evitar insistência, Lula demonstra lealdade ao ex-advogado-geral da União, a realocação para Ministério da Justiça também em análise.
A estratégia reflete a resistência do governo em recuar, com o vice-presidente Geraldo Alckmin lamentando publicamente o episódio em 3 de maio e destacando prejuízos ao STF com a cadeira vaga. Até 5 de maio, não há anúncio oficial, mas o Planalto sinaliza que a soberania presidencial na escolha não será abalada pela derrota.
Por:PabloCarvalho






