
O desempenho ruim foi ressaltado pelo diretor político da Futura, José Luiz Soares Orrico, que destacou a alta rejeição de Lula entre os eleitores da região.
Uma nova pesquisa da Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, aponta um cenário preocupante para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento, a desaprovação ao seu governo atingiu a marca de 55,5% dos eleitores fluminenses, enquanto a aprovação parou em 39,1%. O desempenho ruim foi ressaltado pelo diretor político da Futura, José Luiz Soares Orrico, que destacou a alta rejeição de Lula entre os eleitores da região.
A tendência de baixa popularidade se reflete nas intenções de voto para a eleição presidencial de 2026. Em todos os três cenários simulados para um eventual segundo turno, Lula aparece derrotado. Ele perde para Tarcísio de Freitas (42,9% a 37,4%), para o deputado federal Eduardo Bolsonaro (47,1% a 39,4%), e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (49,2% a 38,1%). Orrico explicou que, na disputa, “Lula aparece perdendo com todas as comparações que fizemos em segundo turno”.
No primeiro turno, o petista lidera dois dos três cenários avaliados, mas em um deles é superado pelo filho do ex-presidente. Em uma simulação, Eduardo Bolsonaro aparece na frente com 34,8% das intenções, contra 33% de Lula. Em outras duas projeções, o atual presidente lidera a disputa. Lula, contudo, ainda tem uma alta rejeição no estado, alcançando o patamar de 48,6% dos entrevistados.
A pesquisa revelou ainda que 48,2% dos entrevistados classificaram o governo Lula como ruim ou péssimo. Apenas 31,5% consideraram a gestão como boa ou ótima. O levantamento da Futura Inteligência foi realizado entre os dias 30 de outubro e 3 de novembro, e comparado com a última rodada de julho, mostrando um ligeiro aumento na avaliação positiva, mas sem reverter a alta e consolidada taxa de desaprovação popular.
Para garantir a confiabilidade dos dados, a pesquisa utilizou uma amostra significativa de eleitores no estado, geralmente em torno de 1.500 a 1.680 entrevistas. A margem de erro, crucial para a análise dos resultados, costuma ser de aproximadamente 2,4 a 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.




