Mãe de influenciadora acusada de matar o namorado pede que ela seja poupada de fuzilamento

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Família da jovem britânica detida em Dubai afirma que ela agiu em legítima defesa após um caso de violência doméstica

A mãe da influenciadora britânica Brooke George, de 23 anos, pediu que ela seja poupada do pelotão de fuzilamento após ser acusada de esfaquear o namorado, William Treeby, até a morte durante uma viagem em Dubai.

Em entrevista ao jornal The Sun, a mulher, de 55 anos, disse que a filha foi espancada e abusada pelo homem que conheceu online e, agora, está confinada em uma cela com outras dez mulheres enquanto aguarda a pena de morte por fuzilamento ou prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

A declaração da mãe vai de encontro à da organização Detained in Dubai, que afirma que Brooke matou o homem em legítima defesa. Segundo Radha Stirling, diretora-executiva da organização, a influenciadora pegou uma faca durante um ataque violento do namorado.

A Detained in Dubai pede que a jovem seja libertada sob fiança e que o episódio seja julgado como um caso de violência doméstica. Stirling também não descarta a teoria de familiares de que George pode ter sido atraída para Dubai para fins de exploração.

Essa foi a segunda vez que a influenciadora viajou a Dubai para encontrar o namorado que conheceu online. Na primeira visita, Brooke afirmou que viveu “o melhor momento da vida”. Já na segunda viagem, familiares disseram que ela começou a agir de forma estranha em ligações e queria voltar para casa.

De acordo com a Detained in Dubai, a mulher relatou que William passou a ser cada vez mais controlador e agressivo. Quando ela tentou voltar para casa, foi atingida por um soco e teve o passaporte retido.

A organização ainda questiona a detenção em Dubai, afirmando que Brooke foi obrigada a ficar nua diante de policiais homens, sem a presença de outra mulher. Além disso, pede que a jovem receba representação jurídica e assistência consular britânica.

“Pedimos que Brooke seja libertada sob fiança enquanto a investigação prossegue. Os Emirados Árabes Unidos têm um histórico amplamente documentado de criminalizar e revitimizar mulheres que denunciam violência.”

Segundo informações da BBC, o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido está em contato com a cidadã e com as autoridades locais, além de estar prestando apoio à família.

R7

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