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“Máquina de fraude”: Polícia Civil desmonta esquema bilionário de sonegação com empresas fantasmas

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Operação Rent-A-Business expõe esquema nacional com movimentação fraudulenta de R$ 7,6 bilhões em notas frias

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (07/05) a Operação Rent-A-Business – aluguel de negócios -, que tem como alvo um vasto esquema de fraude fiscal envolvendo a emissão de notas fiscais frias por empresas de fachada. Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em transações simuladas para burlar o pagamento de tributos e ocultar a origem de mercadorias.

A ofensiva policial ocorre em três estados brasileiros — Mato Grosso, Pará e Santa Catarina — e cumpre 13 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares contra pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar a organização criminosa.

As ordens judiciais foram autorizadas pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá, com base em um trabalho conjunto entre a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual, por meio da 14ª Promotoria da Ordem Tributária.

A investigação revelou que os criminosos utilizavam empresas fictícias para emitir um alto volume de notas fiscais eletrônicas, mas recolhiam tributos em valores irrisórios, configurando clara intenção de sonegação fiscal. O esquema, conforme apontam os investigadores, envolvia também a falsificação de documentos e a associação criminosa, com ramificações em Cuiabá, Sinop, Chapada dos Guimarães e Cláudia (MT), Novo Progresso (PA) e Itapema (SC).

A operação integra o planejamento estratégico do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), que reúne diferentes órgãos públicos em ações integradas para desmantelar esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

De acordo com os investigadores, o grupo vinha atuando de maneira estruturada e com alto grau de sofisticação contábil, o que dificultava a identificação das fraudes. A análise dos dados financeiros e fiscais será aprofundada nas próximas fases da investigação.

Da redação

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