Maysa Leão cobra retomada da reforma da EMEB Joana D’Arc e denuncia abandono da unidade

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A vereadora lembrou ainda que, em reunião anterior…

Durante a sessão desta quinta-feira (26), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) cobrou providências urgentes da Prefeitura para a retomada da obra de reforma da Escola Municipal de Educação Básica – EMEB Profª Joana Dark da Silva, localizada no bairro Parque Cuiabá. A parlamentar afirmou que a unidade “está pedindo socorro” e relatou denúncias recebidas pelo gabinete sobre a paralisação da obra iniciada em setembro do ano passado.

Segundo a vereadora, a escola tem grande significado para a comunidade, pois foi construída a partir da mobilização dos próprios moradores da região, diante da ausência do poder público à época. “A EMEB Joana Dark é uma escola que representa muito para aquela população. A comunidade se mobilizou durante anos para que ela fosse construída, porque o poder público estava ausente naquele momento”, destacou.

De acordo com Maysa, as denúncias apontam que a paralisação das obras pode ter ocorrido após a desistência da empresa responsável pela reforma, supostamente por falta de pagamento. A vereadora lembrou ainda que, em reunião anterior na Câmara, o secretário municipal de Educação Amauri Monge informou que algumas empresas teriam abandonado as obras das escolas na capital.

Durante a sessão, imagens da estrutura da unidade foram exibidas no plenário, evidenciando problemas graves, como salas de aula comprometidas, banheiros sem condições de uso e áreas da obra abandonadas. “Os alunos estão estudando em um ambiente totalmente insalubre, com focos de mosquito da dengue, materiais espalhados e riscos para toda a comunidade escolar”, relatou.

A parlamentar também citou uma reflexão do advogado Pedro Hartung, ligado ao Instituto Alana, sobre a precariedade de escolas brasileiras que, muitas vezes, são usadas como cenário de presídios em produções audiovisuais. “Infelizmente, a situação dessa unidade é tão grave que nem para cenário serviria”, criticou.

Maysa também cobrou a entrega de uniformes e materiais escolares, que ainda não chegaram aos alunos mesmo após o início do ano letivo. “Estamos praticamente em abril e ainda não houve a entrega. Foi feita uma nova promessa para o dia 2 de abril e nós vamos acompanhar de perto. O que não podemos aceitar é que nossas crianças continuem estudando sem estrutura e sem o mínimo de dignidade”, concluiu.

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