Meraldo Sá alerta produtores para os cuidados diante do calor intenso e dos possíveis efeitos do El Niño

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Ex-prefeito e ex-deputado estadual chama atenção de pequenos produtores e pecuaristas para a necessidade de planejamento diante das mudanças climáticas

O ex-prefeito e ex-deputado estadual Meraldo Sá demonstra preocupação com as condições climáticas e com os possíveis impactos que períodos de calor intenso, estiagem e eventuais efeitos do fenômeno El Niño poderão provocar na agricultura e na pecuária da região.

A preocupação ganha ainda mais importância diante das mudanças observadas no comportamento do clima. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), juntamente com outros órgãos federais, vem monitorando as condições relacionadas ao El Niño em 2026 e seus possíveis impactos no Brasil.

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Para os pequenos produtores rurais, períodos prolongados de sol forte e falta de chuva podem representar dificuldades principalmente na disponibilidade de água, manutenção das pastagens, desenvolvimento das lavouras e alimentação dos animais.

Por isso, Meraldo Sá chama a atenção para a importância de se antecipar aos problemas e adotar medidas preventivas, especialmente entre os micros e pequenos produtores e pecuaristas, que muitas vezes possuem menor capacidade financeira para enfrentar perdas provocadas por eventos climáticos extremos.

Cuidados com os animais

Na pecuária, uma das principais preocupações durante períodos de calor intenso é o estresse térmico. A Embrapa destaca a importância do acesso dos bovinos à sombra, especialmente em regiões tropicais. A sombra natural das árvores é considerada uma importante medida de proteção contra o excesso de calor.

Entre os principais cuidados estão:

  • Garantir água limpa e de boa qualidade aos animais durante todo o dia, verificando frequentemente bebedouros, caixas e reservatórios.
    • Disponibilizar sombra suficiente, preferencialmente por meio de árvores, para que os animais possam se proteger do sol nas horas mais quentes.
    • Quando não houver sombra natural suficiente, avaliar a instalação de estruturas artificiais, como sombrites e abrigos.
    • Evitar a concentração excessiva de animais em locais pequenos, principalmente nos horários de maior calor.
    • Sempre que possível, realizar transporte, vacinação, manejo, apartação e outras atividades com os animais nos horários de temperaturas mais amenas.
    • Observar animais que apresentem respiração muito acelerada, apatia, dificuldade para se movimentar ou outros sinais de estresse pelo calor e procurar orientação veterinária quando necessário.
    • Preservar e recuperar áreas arborizadas da propriedade, utilizando sistemas que integrem árvores, pastagens e criação animal quando forem tecnicamente e economicamente adequados.

    A adoção de sistemas com árvores também pode melhorar o conforto térmico dos bovinos. Estudos da Embrapa apontam benefícios do sombreamento e de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta para o bem-estar dos animais.

    Atenção especial às pastagens

    O produtor também precisa observar as condições das pastagens. Com temperaturas elevadas e eventual redução das chuvas, a capacidade de recuperação do pasto pode diminuir.

    Por isso, é importante:

    • evitar o superpastejo;
    • dividir os animais entre os piquetes quando houver possibilidade;
    • preservar áreas de pastagem para períodos mais críticos;
    • planejar antecipadamente a produção ou aquisição de silagem, feno e outros volumosos;
    • manter a fertilidade do solo de acordo com orientação técnica;
    • preservar a cobertura do solo para reduzir a perda de umidade;
    • evitar deixar o rebanho concentrado em áreas degradadas.

    Um planejamento antecipado pode fazer diferença para evitar que o produtor seja obrigado a comprar alimentação emergencial em um momento de preços elevados.

    Cuidados com as plantações

    Na agricultura, o calor excessivo combinado com períodos de baixa disponibilidade hídrica pode aumentar a demanda de água pelas plantas e prejudicar o desenvolvimento de determinadas culturas.

    Entre as medidas preventivas estão:

    • planejar o calendário de plantio de acordo com as previsões climáticas;
    • escolher cultivares mais adaptadas às condições da região, com orientação de um técnico ou engenheiro agrônomo;
    • preservar a matéria orgânica e a cobertura do solo;
    • utilizar técnicas que ajudem a conservar a umidade;
    • verificar e fazer manutenção preventiva nos sistemas de irrigação;
    • utilizar a água de maneira racional;
    • manter reservatórios, caixas e pequenas estruturas de armazenamento em boas condições;
    • acompanhar diariamente as condições das lavouras para identificar rapidamente sinais de deficiência hídrica, pragas ou doenças.

    Água deve ser prioridade

    Para Meraldo Sá, uma das principais preocupações do produtor deve ser justamente a segurança hídrica da propriedade.

    Antes que uma eventual estiagem se agrave, é importante verificar se açudes, represas, poços, caixas-d’água e bebedouros estão em condições adequadas de funcionamento.

    Na pecuária, a falta de água pode provocar rapidamente queda no desempenho dos animais. O acesso à sombra também ajuda a reduzir o desconforto térmico e pode diminuir a necessidade de procura por água pelos bovinos.

     

  • Da Redação
  • Parmenas Alt

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