Ex-prefeito e ex-deputado estadual afirma que o Supremo Tribunal Federal deve preservar sua imagem e permanecer acima de interesses políticos, financeiros e pessoais
O ex-prefeito e ex-deputado estadual Meraldo Sá fez uma análise sobre o atual momento vivido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e classificou como “caótica e desproporcional” a crise que, segundo ele, vem atingindo a imagem da mais alta instituição do Judiciário brasileiro.
Para Meraldo Sá, independentemente das questões que envolvam ministros ou representantes da Justiça, o Supremo Tribunal Federal é uma instituição que precisa estar acima de qualquer situação capaz de comprometer sua credibilidade perante a sociedade.
Na avaliação do ex-prefeito e ex-deputado, a Justiça brasileira não pode permitir que conflitos de natureza política, financeira, pessoal ou de qualquer outra ordem acabem colocando em dúvida a sua imparcialidade e a sua importância para a democracia.
Meraldo Sá destaca ainda a simbologia da Deusa da Justiça, tradicionalmente representada com os olhos vendados. Para ele, essa imagem representa um dos princípios fundamentais que devem nortear aqueles que exercem a função de julgar: a imparcialidade.
Segundo Meraldo, os olhos vendados simbolizam que a Justiça não deve enxergar posição social, poder econômico, influência política ou qualquer outra condição daquele que está sendo julgado.
“A Justiça tem os olhos vendados justamente para não fazer distinção entre as pessoas. Não importa se é uma questão financeira, política ou qualquer outra situação. O que deve prevalecer é a Justiça.”
O ex-parlamentar também chama atenção para os símbolos associados à Justiça, destacando que, além dos olhos vendados, a representação tradicional também transmite a ideia de equilíbrio, prudência e neutralidade diante dos fatos.
Para Meraldo Sá, os profissionais que integram o sistema de Justiça precisam manter esses princípios como referência permanente, evitando que interesses externos ou disputas pessoais interfiram na atuação institucional.
Uma instituição que precisa estar acima de qualquer conflito
Meraldo Sá considera que o Supremo Tribunal Federal possui uma responsabilidade que vai além de seus próprios integrantes. Para ele, ministros e demais autoridades passam, enquanto a instituição permanece.
Por essa razão, defende que qualquer situação envolvendo seus representantes deve ser tratada com responsabilidade e dentro dos princípios que sustentam o Estado Democrático de Direito.
“O STF é uma instituição que não deveria deixar qualquer situação manchar a sua imagem. Os representantes passam, mas a instituição fica.”
Na visão de Meraldo, a população brasileira precisa enxergar o Judiciário como um poder independente, equilibrado e imparcial, capaz de atuar sem se deixar influenciar por interesses políticos, econômicos ou pessoais.
Ele ressalta que questionamentos e críticas fazem parte da democracia, mas entende que é necessário preservar o respeito às instituições e, principalmente, garantir que a Justiça não perca sua credibilidade perante a sociedade.
“A Justiça não pode ter lado”
Meraldo Sá reforça que o princípio da imparcialidade deve valer para todos, independentemente de ideologia, partido político, condição econômica ou posição ocupada na sociedade.
Para ele, quando a Justiça deixa de ser percebida como imparcial, toda a sociedade acaba sendo prejudicada.
“A Justiça não pode ter lado. Ela precisa estar acima da política, acima do dinheiro e acima dos interesses individuais. É isso que o cidadão espera de quem tem a responsabilidade de fazer Justiça.”
O ex-prefeito e ex-deputado estadual conclui sua análise defendendo que o momento atual deve servir para uma reflexão sobre a importância de preservar a credibilidade das instituições brasileiras.
Na sua avaliação, o Supremo Tribunal Federal precisa manter sua autoridade institucional, mas essa autoridade deve estar sempre acompanhada de responsabilidade, equilíbrio, transparência e respeito aos princípios da Justiça.
Para Meraldo Sá, preservar a imagem da Justiça é preservar também a confiança do cidadão nas instituições e na própria democracia brasileira.
DA REDAÇÃO
PARMENAS ALT






