Informações falsas sobre mudanças de seções e sobre o horário circulam na região. Coordenadora do curso de direito da Estácio dá dicas para evitar problemas no domingo (25)
Com poucos dias para o segundo turno das Eleições 2026, eleitores precisam redobrar a atenção com mudanças de local de votação. Em todo o país, a Justiça Eleitoral transferiu 4.352 seções de endereço entre os dois turnos, o equivalente a 0,87% do total. Segundo o TSE, os motivos variam de reformas e adequações de acessibilidade a danos causados por chuvas e ventos fortes.
Com mensagens e notícias de dados desencontrados em circulação, a coordenadora do curso de Direito da Estácio, em Cáceres (MT), doutora Evely Bocardi de Miranda, reforça que a checagem é um ato de responsabilidade cidadã. “Votar é um direito, mas também exige preparo. Em período eleitoral circulam muitas informações incompletas ou erradas, e o eleitor que se baseia só no que recebeu no celular corre o risco de ir ao lugar errado ou chegar fora do horário”, afirma.
Para ela, a regra principal é simples: “A única forma segura de saber onde votar é consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral. Print de grupo de WhatsApp não é fonte, e informação sem origem identificada não pode ser tratada como verdade”.
Um erro comum: o horário
Entre as informações que mais geram confusão está o horário de votação. O TSE fixou a votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília, mas Mato Grosso e outras regiões estão uma hora atrás da capital federal. Por isso, no estado, as urnas funcionam das 7h às 16h, no horário local.
“Quem se guia por um horário publicado sem o ajuste de fuso pode chegar quando a votação já encerrou. É um detalhe simples, mas que faz toda a diferença no domingo. Vale lembrar que quem já estiver na fila no horário de encerramento tem o direito de votar”, explica a professora.
Dicas para votar sem imprevistos
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Consulte só fontes oficiais. Use o aplicativo e-Título (opção “Onde votar”) ou o Autoatendimento Eleitoral no site do TSE. Na dúvida, procure o Cartório Eleitoral ou o TRE.
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Confira três dados: endereço, zona e número da seção.
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Confira mesmo que tenha votado no 1º turno. A mudança pode ter ocorrido entre as duas votações.
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Desconfie de mensagens encaminhadas. A Justiça Eleitoral não pede dados pessoais, senhas ou cliques em links suspeitos para informar o local de votação.
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Compare as informações. Se duas fontes divergem no endereço, na seção ou no horário, não fique com a mais conveniente.
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Leve um documento com foto. O e-Título com fotografia também vale. Deixe o aplicativo atualizado e o celular carregado.
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Planeje o deslocamento. Quem vota em uma seção transferida deve verificar o trajeto e o tempo de chegada com antecedência, principalmente se o novo local ficar em outra região da cidade.
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Ajude quem tem mais dificuldade. Idosos e pessoas com pouco acesso à internet muitas vezes não ficam sabendo das mudanças. Uma ligação ou uma mensagem de um familiar pode garantir o voto dessa pessoa.
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Não replique sem checar. “Compartilhar uma informação errada, mesmo sem má intenção, pode fazer alguém perder o voto. Se você não confirmou, não repasse”, orienta.






