Em relatório mensal sobre o mercado, agência afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março
A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, disse a Agência Internacional de Energia nesta quinta-feira (12), um dia depois de ter concordado em liberar um volume recorde dos estoques estratégicos para compensar a escassez e o aumento dos preços.
Em relatório mensal sobre o mercado de petróleo, a IEA afirmou que a oferta global deve cair em 8 milhões de barris por dia em março devido ao bloqueio doEstreito de Ormuz, na costa iraniana, desde que os EUA e Israel iniciaram uma campanha de ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.
Os países do Golfo do Oriente Médio, incluindo Iraque, Catar, Kuweit, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, reduziram a produção total de petróleo em pelo menos 10 milhões de bpd, um volume equivalente a quase 10% da demanda mundial, como resultado do conflito, disse a IEA.
A agência acrescentou que, sem uma rápida retomada dos fluxos de transporte, essas perdas devem aumentar.
“A produção de upstream paralisada levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis anteriores à crise, dependendo do grau de complexidade do campo e do tempo para que os trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região”, disse a agência.
A IEA, que assessora os países industrializados, concordou na quarta-feira em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos mantidos pelos países membros para combater um aumento nos preços globais do petróleo bruto desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, com os EUA contribuindo com a maior parte do fornecimento.
Os preços do petróleo subiram na quinta-feira, quando o Irã intensificou os ataques às instalações de petróleo e de transporte em todo o Oriente Médio, aumentando os temores de um conflito prolongado e de contínuas interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
O petróleo bruto Brent, que atingiu US$119,50 por barril na segunda-feira, valor mais alto desde meados de 2022, subia mais de 6% nesta quinta-feira, ficando um pouco abaixo de US$98 por barril.
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