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O que eu fazia não era grave diz universitária

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A estudante de Direito Ana Paula Jorge Sousa, 21 anos, presa na quarta-feira acusada de integrar uma quadrilha responsável por assaltos a residências e casas lotéricas de Campinas, no interior de São Paulo, afirmou que não achava tão grave o que estava fazendo.

“Achei que o que eu estava fazendo não era tão grave assim. Por exemplo, dar carona para eles (seus supostos comparsas)”, disse a garota em entrevista ao Fantástico. “Não tinha participação efetiva em nada. Acho que colocaram isso pra cima de mim por pensar que, se eu tenho dinheiro, consigo sair mais rápido”.

A polícia, porém, afirma que tem provas de que Ana Paula agia como líder da quadrilha, planejando crimes, reconhecendo e escolhendo os objetos de valor a serem roubados.

A estudante também disse que cometeu os crimes porque se apaixonou por seu namorado, Raoni Renzo Miranda, 18 anos, também acusado e foragido. “Eu me apaixonei por uma pessoa e acabei seguindo alguns passos dela, por que não queria perdê-lo de vista”.

Ana Paula afirmou ainda que começou a consumir drogas, o que teria dado “coragem” para assaltar. “Quando eu comecei a me envolver e ser usuária de cocaína, facilitou a me dar coragem a tomar a atitude que eu tomei”.

A estudante hoje divide uma cela com outras 29 mulheres na prisão de Indaiatuba, juntamente com a mãe de Raoni. O garoto já havia sido preso antes, acusado de participar de um seqüestro relâmpago.

A universitária mostrou arrependimento durante a entrevista. “Agora é tarde demais para voltar atrás, estou enrolada até o pescoço”.

A polícia afirma que a estudante levava os parceiros para os roubos em um Astra que ganhou do pai. O grupo costumava posar armado para vídeos e fotos. Foi por meio de um dos vídeos, achado num computador apreendido, que policiais chegaram até eles.

Terra

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