Relatórios apontam que mensagens interceptadas citam o termo “filho do rapaz” em transações financeiras suspeitas de aproximadamente R$ 300 mil cada.
A Polícia Federal intensificou as investigações sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, como um possível “sócio oculto” em esquemas liderados pelo Careca do INSS. A corporação apura se o filho do presidente participou de negócios criminosos que roubaram bilhões de aposentados e pensionistas, utilizando sua influência para facilitar acordos no governo. Relatórios apontam que mensagens interceptadas citam o termo “filho do rapaz” em transações financeiras suspeitas de aproximadamente R$ 300 mil cada.
O inquérito revelou que Lulinha e o Careca do INSS compartilham um histórico de proximidade, incluindo registros de viagens internacionais para Portugal em poltronas de primeira classe. A conexão entre os dois seria intermediada pela empresária Roberta Luchsinger, apontada como o braço político do operador financeiro e amiga íntima de Fábio Luís. Segundo os investigadores, a empresária teria recebido repasses milionários que somam R$ 1,5 milhão, destinados a cobrir gastos ligados ao filho do presidente.
Depoimentos de ex-funcionários do grupo criminoso detalharam o pagamento de uma suposta “mesada” para Lulinha, além de sua participação oculta em uma empresa de cannabis medicinal com sede em Portugal. Essas testemunhas afirmaram que o objetivo da organização era vender insumos para o Sistema Único de Saúde (SUS), aproveitando o trânsito político dos envolvidos em Brasília. A PF encontrou ainda anotações com o nome de Lulinha em documentos apreendidos que tratavam de camarotes em estádios e outros benefícios financiados pelo esquema.
Em resposta às graves suspeitas, a defesa de Fábio Luís classificou as menções como meras “ilações” e negou qualquer tipo de vínculo comercial com o INSS ou com o operador detido. O presidente Lula afirmou publicamente que qualquer pessoa envolvida deve ser investigada com seriedade, sem privilégios para seus familiares. Enquanto isso, a oposição no Congresso se mobiliza para quebrar os sigilos bancários e convocar os citados para prestar esclarecimentos na CPMI que apura o rombo na Previdência.
Por:Pablo Carvalho
