PF marca depoimento de empresária ligada aos negócios de Lulinha

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Mesmo com mudança repentina no comando das investigações, Polícia Federal mantém depoimento de empresária que teria intermediado pagamentos para o filho do presidente.

A Polícia Federal decidiu avançar de forma contundente nas investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. A equipe de investigadores confirmou para os próximos dias o depoimento crucial da empresária Roberta Luchsinger. Ela é suspeita de atuar como intermediária em repasses financeiros para o filho do mandatário petista, em um esquema que apura pesados desvios de recursos públicos dentro do INSS.

A movimentação nos bastidores da corporação gerou imediata desconfiança em Brasília e na oposição, após a cúpula da PF afastar repentinamente o delegado-chefe que comandava o caso. O antigo coordenador detinha o controle absoluto das apurações e coordenava os acordos de delação premiada. A investigação acabou sendo transferida para uma diretoria de combate à corrupção, sob a justificativa oficial de que o setor possui maior estrutura para lidar com casos complexos.

Apesar da troca no comando, os agentes mantiveram o cerco e querem descobrir se Lulinha recebeu vantagens indevidas de Antônio Camilo Antunes, apontado como o líder do esquema. Um ex-funcionário revelou em depoimento que o operador realizava pagamentos fixos ao filho do presidente. O foco principal agora é descobrir se o dinheiro do esquema criminoso serviu para bancar viagens internacionais de Lulinha e uma suposta mesada oculta.

A defesa de Lulinha negou categoricamente qualquer envolvimento com as fraudes previdenciárias e afirmou que o cliente está totalmente à disposição das autoridades. Os advogados alegam que a relação com o empresário era puramente social e criticaram o vazamento das investigações, classificando as suspeitas como perseguição com fins eleitorais. Eles garantiram ainda que as quebras de sigilo bancário não apontaram nenhuma transferência direta para o filho de Lula.

Os investigadores buscam esclarecer se os repasses de mais de um milhão de reais feitos pelo líder do esquema para a empresária Roberta Luchsinger foram direcionados para bancar os luxos de Lulinha. Parte do dinheiro teria abastecido uma agência de turismo utilizada pelo filho do presidente. A expectativa é que, após a rodada de depoimentos com os trinta intimados, a PF encerre a primeira fase do relatório que assombra o Palácio do Planalto.

Com informações do Estadão.

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