Ministro diz que Polícia Federal não tem legitimidade para fazer o pedido, que segundo ele ‘trata de ilações’
A Polícia Federal solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master. O pedido foi encaminhado à corte após a análise do celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Por meio do seu gabinete, Toffoli disse na noite desta quarta-feira (11) que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal “trata de ilações”. O ministro também afirmou que a PF não tem competência para fazer o pedido.
“Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.”
De acordo com fontes envolvidas na apuração, o material extraído do celular de Vorcaro reúne mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, incluindo diálogos com autoridades que ocupam cargos relevantes. Entre os arquivos identificados, haveria documentos com menções a Toffoli e outros ministros do STF.
Os novos achados foram entregues pela Polícia Federal ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9). Após receber o material e o pedido da corporação, Fachin determinou que Toffoli se manifeste sobre o teor das informações apresentadas.
Caberá ao STF analisar os argumentos apresentados pela PF e a manifestação do ministro antes de qualquer deliberação.
R7
