Prefeitura de Cuiabá deve divulgar nos próximos dias as atualizações oficiais no calendário escolar, após o ajuste das datas que estavam sob análise
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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, manifestou publicamente seu descontentamento com a manutenção do dia 17 de abril, uma quinta-feira, como ponto facultativo nas escolas da rede municipal. Segundo ele, a decisão — tomada ainda na gestão anterior — não faz sentido e vai contra a lógica de organização do calendário letivo, especialmente após atrasos no início do ano escolar.
A polêmica gira em torno de uma “emenda” ao feriado nacional da Sexta-feira Santa, no dia 18. Em 2023, a Secretaria Municipal de Educação sugeriu às escolas um calendário letivo que incluía o dia 17 como não letivo, mesmo que a data não estivesse prevista como ponto facultativo ou feriado no decreto oficial do então prefeito Emanuel Pinheiro. A proposta foi aprovada por algumas unidades escolares e sancionada pela secretaria, gerando a folga nesta quinta-feira.
“Isso é uma situação que me irritou bastante. Emendar uma quinta-feira com um feriado que cai na sexta não faz o menor sentido. Isso foi mal planejado no ano passado e não foi corrigido a tempo neste ano”, afirmou Abílio durante entrevista.
O prefeito também lembrou que o início do calendário letivo de 2024 já sofreu atrasos, com uma semana a menos de aula, o que torna a folga ainda mais prejudicial para o cumprimento da carga horária obrigatória. “Perdemos uma semana no começo do ano e agora vem essa emenda com reposição no sábado. O trabalhador comum vai trabalhar, e a criança fica em casa? Isso gera um transtorno enorme para as famílias”, destacou.
Brunini reconheceu que a Secretaria de Educação deveria ter corrigido o problema, mas acabou mantendo a orientação equivocada. Ainda segundo ele, parte das escolas optou por seguir com aulas normais nesta quinta-feira, enquanto outras aderiram à folga — o que gerou confusão e falta de padronização.
A organização do calendário escolar em Cuiabá segue um modelo de autonomia compartilhada: a Secretaria propõe um calendário base, mas cada unidade de ensino define, junto ao seu conselho escolar, a aplicação específica das datas. A sugestão da folga no dia 17 também contou com apoio de sindicatos ligados à educação, conforme mencionou o prefeito.
Abílio garantiu que novas situações como essa não irão se repetir. Ele já determinou a revisão de outras datas semelhantes ainda previstas para este ano. “Vamos corrigir isso. Já pedi para retirarem as próximas datas que estavam sendo tratadas como emendas. Não faz sentido prejudicar o calendário escolar dessa forma.”
A Prefeitura de Cuiabá deve divulgar nos próximos dias as atualizações oficiais no calendário escolar, após o ajuste das datas que estavam sob análise.
Por Jota Passarinho





