Premiê da Hungria critica STF e chama condenação de Bolsonaro de ‘perseguição política’

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Hungarian Prime Minister Viktor Orban gives his first international press conference after his FIDESZ party won the parliamentary election, in the Karmelita monastery housing the prime minister's office in Budapest on April 6, 2022. - A patriot to his supporters but an autocrat to his critics, Hungary's all-powerful premier Viktor Orban looks set to continue his transformative "illiberal" revolution after his Fidesz party won a fourth straight term in office on Sunday, April 3, 2022. (Photo by Attila KISBENEDEK / AFP)

Em publicação no X (antigo Twitter), Orbán acusou a esquerda de instrumentalizar a Justiça para enfraquecer adversários políticos

O primeiro-ministro da HungriaViktor Orbán, voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado na última semana a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Em publicação no X (antigo Twitter), Orbán acusou a esquerda de instrumentalizar a Justiça para enfraquecer adversários políticos. “Em todo o mundo, a esquerda está usando os tribunais como arma para esmagar líderes conservadores”, escreveu.

Segundo o premiê húngaro, a sentença contra Bolsonaro representa uma perseguição. “Agora punido com 27 anos de prisão, o caso contra o presidente Jair Bolsonaro não é Justiça, é uma caça às bruxas política. Estamos com ele contra essa perseguição antidemocrática”, afirmou. A manifestação repercutiu entre aliados do ex-presidente. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), um dos filhos de Jair Bolsonaro, agradeceu publicamente o apoio. “Muito obrigado, Primeiro-Ministro Viktor Orbán. A caça às bruxas que está acontecendo no Brasil é simplesmente inacreditável”, disse.

Em seguida, completou: “Seguiremos unidos e fortes nesta luta pela liberdade, que não é uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona. Que Deus nos ilumine, nos dê sabedoria e coragem.” Não é a primeira vez que Orbán se posiciona em favor de Bolsonaro. Em julho, quando o ex-presidente ainda aguardava julgamento, o líder húngaro já havia manifestado solidariedade, dizendo que a Justiça brasileira atuava como “ferramenta de medo, não de Justiça”, e o incentivando a “continuar lutando”.

A aproximação entre Bolsonaro e o governo húngaro vem desde o período em que o ex-presidente estava no Planalto. Em fevereiro, mesmo proibido pela Justiça de manter contato com diplomatas e de se aproximar de embaixadas, Bolsonaro passou dois dias na Embaixada da Hungria em Brasília.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo

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