Início Política Brasil R7: Isenção do IR até R$ 5.000 deve ser negociada entre líderes...

R7: Isenção do IR até R$ 5.000 deve ser negociada entre líderes da Câmara nesta terça-feira

0
Free close up of two people hands, signing documents with laptop on table in office image, public domain CC0 photo. More: View public domain image source here

Reunião deve contar com presença de Lira; intenção é votar o projeto na próxima semana

A proposta para ampliar para até R$ 5.000 a faixa de isenção do IR (Imposto de Renda) voltou à pauta da Câmara dos Deputados e deve ser discutida entre líderes partidários nesta terça-feira (23).

A expectativa é chegar a um acordo ao texto apresentado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), de forma que a proposta seja votada no plenário na próxima semana.

O cronograma, ainda informal, foi confirmado pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), em um evento com empresários nessa segunda-feira (22). O político reforçou a intenção de votar a matéria para garantir justiça tributária e avanços econômicos.

“Eu chamei o deputado Arthur para ir ao colégio de líderes essa semana explicar seu relatório para que, ouvindo o colégio, possamos ter uma resposta ainda essa semana, se possível, para levar a votação na semana que vem”, disse Motta. “Estando maduro, tenho intenção de votar para a votação”, emendou.

O que diz o texto?

A proposta segue o que foi proposto pelo Palácio do Planalto e, além de isentar o imposto para quem ganha até R$ 5.000 por mês, o garante isenção parcial para pessoas com salários entre R$ 5.001 e R$ 7.350.

A previsão, segundo o relatório apresentado por Lira, é de que a isenção total beneficie 14 milhões de pessoas, enquanto a cobrança parcial alcance 500 mil.

Compensação em xeque

A ampliação do fim do imposto tem grande apoio entre parlamentares e deve ser aprovada com facilidade, mas ainda depende de negociações pelas formas de compensação do benefício.

Para arcar com os valores, o Ministério da Fazenda estima um custo de quase R$ 26 bilhões em 2026. O valor depende de uma maior arrecadação, para não pesar nas contas públicas. O governo sugeriu uma taxação de super-ricos para bancar a medida.

A possibilidade de aumento de impostos em outras frentes, contudo, tem sido criticada por oposicionistas, mas foi minimizada por Motta. Segundo o presidente da Câmara, a tendência é que o texto siga o que foi aprovado pela comissão especial, mantendo as formas de compensação.

“Cada partido tem direito de propor emendas, fazer destaque. O plenário será soberano ao final dessa decisão. Se muda compensação, se aumenta faixa de isenção, tudo é possível. Só penso que cada atitude que for ser tomada por cada partido também tenha responsabilidade sobre a consequência, pois estamos tomando conta das contas públicas do país”, aponta.

 

 

Fonte:R7

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Digite seu nome aqui

Sair da versão mobile