A decisão de Trumpfoi criticada por Wopke Hoekstra, que ocupa o cargo de chefe de política climática da União Europeia. “É realmente lamentável que a maior economia do mundo, e um dos nossos aliados mais próximos na luta contra as mudanças climáticas, esteja se retirando do Acordo de Paris”, escreveu Hoekstra no X.
Além disso, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também se posicionou, ressaltando a importância do Acordo de Paris para a sobrevivência da humanidade. “A Europa manterá o rumo e continuará a trabalhar com todas as nações que desejam proteger a natureza e parar o aquecimento global”, declarou Leyen durante o Fórum Econômico Mundial.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou sua esperança de que tanto cidades quanto empresas americanas continuem a promover um desenvolvimento econômico sustentável. “É fundamental que os Estados Unidos continuem sendo líderes em questões ambientais. Os esforços coletivos do Acordo de Paris fizeram a diferença, mas precisamos ir muito mais longe e mais rápido juntos”, expressou Guterres.
Pensando no Brasil, Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, comentou a decisão do governo Trump, especialmente em relação ao abandono do Green New Deal e à ênfase em combustíveis fósseis. “Embora fosse algo já esperado, pelo que defendeu na campanha presidencial, vejo com enorme preocupação o anúncio de que o presidente pretende acabar com o Green New Deal, tirar os EUA do Acordo de Paris, retomar a indústria automotiva norte-americana sem dar prioridade para carros elétricos e valorizar o uso de combustíveis fósseis”, afirmou a ministra.
Com a decisão do republicano, os Estados Unidos se tornaram o único país a se retirar do acordo, que já havia sido deixado de lado em 2017. Além dos EUA, apenas Irã, Líbia e Iémen não são signatários do pacto, mas nunca chegaram a assiná-lo.