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Retorno ao trabalho sem máscara em locais fechados é mais um desafio para empresas e RHs

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Flexibilidade é fundamental para se adequar às demandas cada vez mais individuais dos colaboradores

São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Florianópolis, Natal e Maceió já anunciaram que não será mais obrigatório o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 em ambientes fechados. A flexibilização desobriga o uso de máscaras nessas áreas, com exceção do transporte público e nos locais destinados à prestação de serviços de saúde. A nova regra afeta diretamente as empresas e as respectivas regras de convivência estabelecidas para o local de trabalho.

Desde o início da pandemia, as empresas de diversos segmentos vêm passando por mudanças significativas em suas estruturas. Um dos setores mais afetados foi o RH que precisou rever as políticas gerais que contemplavam todos os funcionários para avaliar caso a caso e adotar medidas flexíveis e individuais, como é o caso do uso de máscaras.

Além disso, home office, trabalho híbrido, novas regras para grávidas e pessoas do grupo de risco, exigência do comprovante de vacinação são outros exemplos de questões que precisaram ser avaliadas – e flexibilizadas – pelos RHs das empresas.

Para Jonas Duarte, sócio fundador da Warana Treinamentos e Consultoria e especialista em desenvolvimento humano, as ações do RH refletem as crenças da alta liderança: “É necessário que os líderes entendam a importância de uma gestão humanizada e personalizada. Na minha visão, o grande erro é ter uma regra geral para todos. Precisamos olhar para o funcionário individualmente e entender o ser humano por trás do crachá e, na medida do possível, oferecer uma estrutura personalizada”, explicou Jonas.

O especialista destaca que é possível oferecer treinamentos para que os RHs aprendam como lidar com tantas demandas novas e inéditas: “É um desafio partir de uma política onde todos os colaboradores eram iguais perante as regras da empresa, para um momento onde todos podem ser diferentes. O dia-a-dia ficou mais complexo e é preciso preparar os profissionais da área para esses novos desafios”, esclarece Jonas.

Para Suleima Metelo, gerente Desenvolvimento de Seres Humanos do Sebrae-MT, é necessário entender que cada pessoa é única. “Eu acredito que a gente tem que acolher o que vem do colaborador e o que é da essência dele. Precisamos ajudar a liderança a ter esse olhar de que as pessoas são diferentes umas das outras, por causa da sua história, da sua cultura, da sua vida. E isso ajuda estrategicamente o RH na hora de adequar o perfil com a atividade da pessoa.”, explicou Suleima.         

Suleima ainda destaca a importância de entender que a gestão humanizada faz parte desse novo momento que estamos vivendo, principalmente, depois que veio a pandemia. “Vimos a necessidade de alinhar que todas as pessoas precisavam se autoconhecer, entender que as mudanças acontecem devido aos nossos comportamentos – sejam eles positivos ou negativos. Trazer as pessoas para a autorresponsabilidade vai muito além do Sebrae, algo que passou a se falar muito depois da pandemia, mas poucas empresas tem de fato esse olhar”, concluiu.

VANESSA PESSOA

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