Robô humanoide “perde a linha” e causa confusão em restaurante

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Enquanto o mundo discute o uso militar da IA, um robô dançarino em um restaurante provou que o perigo imediato pode ser bem mais barulhento

Muitas vezes, quando pensamos nos riscos da inteligência artificial, imaginamos cenários apocalípticos dignos de filmes de ficção científica. No entanto, o “perigo” mais recente veio de um lugar inesperado: a pista de dança de um restaurante em Cupertino, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Um vídeo que viralizou na rede social chinesa Xiaohongshu mostra um robô humanoide no restaurante Haidilao (famoso por sua rede de hot pot) se empolgando demais em uma performance. O robô começou a se balançar de forma agressiva, aproximando-se demais de uma mesa e transformando o show em um verdadeiro quebra-quebra, estragando pratos e espalhando talheres pelo local.

Assista ao vídeo:

Luta contra a máquina (literalmente)

As imagens mostram pelo menos três funcionários tentando conter o robô, que agitava os braços de forma descontrolada. Enquanto alguns tentavam segurá-lo fisicamente, outra funcionária parecia buscar desesperadamente um comando de desligamento em seu celular.

Segundo o TechCrunch, o modelo em questão parece ser o AgiBot X2, robô que foi um dos destaques da conferência CES em janeiro deste ano. No Haidilao, ele era usado principalmente para entretenimento, mas a situação quase terminou em um desastre, já que o hot pot envolve caldos quentes que poderiam ter causado queimaduras graves se as panelas tivessem virado.

Em comunicado à NBC News, a rede Haidilao negou que o robô estivesse fora de controle ou com defeito. Segundo a empresa, o incidente ocorreu porque:

  • Pedido do cliente: o robô foi posicionado mais perto da mesa a pedido de um convidado.
  • Falta de espaço: o ambiente limitado prejudicou a amplitude dos movimentos do humanoide durante a performance.

O uso de automação em restaurantes não é exatamente uma novidade, mas a tendência atual parece seguir dois caminhos bem distintos. De um lado, há robôs que se limitam a tarefas práticas, como guiar clientes às mesas. Já a outra vertente aposta no entretenimento com humanoides – que nem sempre sai como o esperado.

 

 

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