O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, pediu nesta segunda-feira (2) ao novo chanceler da Venezuela, Oliver Blanco, que Caracas dê continuidade ao processo de libertação de presos políticos, durante o primeiro encontro entre os dois em Washington.
“O secretário Rubio pediu que prossiga a libertação dos presos políticos que ainda permanecem detidos na Venezuela”, informou um comunicado do Departamento de Estado americano.
Blanco foi nomeado na semana passada como novo chefe da diplomacia venezuelana pela presidente interina Delcy Rodríguez, que, sob pressão de Washington, promoveu uma anistia que permitiu a libertação de centenas de presos políticos.
Esta foi a primeira viagem de Blanco a Washington desde que assumiu o cargo.
Rubio e Blanco posaram brevemente diante da imprensa, sem fazer qualquer declaração.
Rubio “reafirmou o plano de três fases do presidente [Donald Trump] para a Venezuela: estabilização, recuperação econômica, reconciliação política e transição democrática”, destacou o comunicado.
O plano foi anunciado por Rubio pouco depois da captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em uma operação militar americana na Venezuela, em 3 de janeiro.
“Ambos abordaram os avanços nas negociações de reconciliação lideradas pela Venezuela, incluindo as reformas institucionais que estabelecem as bases para eleições livres, justas e confiáveis”, acrescentou o comunicado.
Inicialmente, Washington concentrou seus esforços na liberalização do setor petrolífero venezuelano, em meio à sua campanha militar contra o Irã, que provocou uma forte alta nos preços do petróleo.
O governo interino de Delcy Rodríguez colaborou rapidamente com Washington, que, posteriormente, passou a impor progressivamente uma agenda política.
Washington pediu a libertação de centenas de pessoas detidas por motivos políticos que ainda permanecem na Venezuela, além da criação de uma mesa de diálogo com vistas a uma transição democrática.
Há poucas semanas, Rubio recebeu no Departamento de Estado Dinorah Figuera, chefe da bancada opositora nas negociações com o governo.
Tanto o governo quanto a oposição reafirmaram que a Venezuela realizará eleições presidenciais, mas não especificaram quando.
Altos funcionários da diplomacia americana preveem que, antes disso, sejam renovados o Supremo Tribunal de Justiça do país e o órgão eleitoral, até o fim do ano, para que, posteriormente, sejam dados os passos necessários para a realização das eleições.
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