Representação artística de uma explosão solar ejetando material quase em direção à Terra – Crédito: Digital Images Studio – Shutterstock
A análise se baseou em observações do instrumento IRIS, da NASA, que registrou a atividade de uma região solar altamente instável antes da liberação de energia que gerou o flare X9. Essa configuração já vinha produzindo outras explosões nos dias anteriores, o que motivou o acompanhamento contínuo do local.
O conjunto de dados revelou três mudanças principais no comportamento do plasma: aumento de luminosidade, alteração no movimento em relação ao observador e intensificação da chamada velocidade não térmica, associada à turbulência em pequena escala. Essas variações começaram aproximadamente três horas antes da explosão.
Além disso, o estudo identificou oscilações recorrentes na região afetada, com ciclos que variavam entre sete e dez minutos e outros entre 18 e 21 minutos. Esses padrões se concentraram em áreas onde campos magnéticos opostos se encontram, sugerindo acúmulo de tensão magnética.
Conforme o pesquisador responsável pela pesquisa, Louis Seyfritz, da Universidade de Nova Jersey, os sinais observados foram inesperados. Ele declarou que não esperava encontrar evidências tão consistentes antes de uma erupção dessa magnitude.
Cerca de 15 a 20 minutos antes do evento, a região analisada apresentou um aumento mais abrupto na turbulência e no fluxo de plasma, indicando uma transição para um estado mais instável. Ainda assim, os cientistas destacam que nenhum indicador isolado foi suficiente para antecipar a explosão.
O estudo, publicado na revista Solar Physics em maio, reforça que ainda é necessário analisar um número maior de eventos semelhantes para verificar se os padrões se repetem de forma consistente. Apenas com esse conjunto mais amplo de dados será possível avaliar se esses sinais podem evoluir para ferramentas de previsão.
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