Tempestade solar provoca interação com o campo magnético da Terra. (Créditos: Unsplash / NASA
Uma poderosa tempestade solar começou a atingir a Terra neste sábado (4) com intensidade acima da estimada inicialmente, elevando o nível de alerta entre especialistas. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) revisou sua previsão e classificou o fenômeno como uma tempestade geomagnética forte, de categoria G3, em uma escala que vai de G1 a G5. O pico da atividade deve ocorrer entre sábado e este domingo (5).
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Os efeitos mais significativos são esperados principalmente nas regiões mais ao norte do planeta. Entre os possíveis impactos estão oscilações nas redes elétricas, alertas em sistemas de energia de altas latitudes, aumento do arrasto sobre satélites em órbita baixa, instabilidades nas comunicações por rádio e maior exposição de astronautas à radiação solar durante missões espaciais. Em contrapartida, o fenômeno também pode proporcionar auroras boreais mais intensas e visíveis em áreas onde normalmente elas não aparecem.
A tempestade foi provocada por uma sequência de explosões solares registradas nos últimos dias, incluindo uma erupção de classe X1.1, considerada uma das categorias mais intensas. O evento gerou uma ejeção de massa coronal direcionada ao planeta, responsável pela interação com o campo magnético terrestre e pela formação da tempestade geomagnética observada agora.
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As erupções solares fazem parte do ciclo natural de atividade do Sol, que dura cerca de 11 anos e provoca mudanças em seu campo magnético. Embora essas explosões ocorram com frequência, uma sequência de eventos intensos em um curto intervalo é considerada incomum. As erupções de classe X são as mais potentes e podem afetar comunicações, satélites e outros sistemas tecnológicos, enquanto as classes M, C, B e A apresentam intensidade e impactos progressivamente menores.
MSN
