Pontífice e o presidente dos Estados Unidos tinham seus entraves, entre eles as políticas antimigratórias do republicano foram alvo de críticas
O papa e o Trump tinham seus entraves, entre eles as políticas antimigratórias de Trump foram alvo de críticas. O presidente americano, Donald Trump, se considera um defensor da fé, um eleito de Deus, mas para o falecido papa Francisco, ele não era cristão. Para o pontífice, sua política migratória diz mais sobre ele do que suas palavras. Em 2016, interveio à distância na campanha presidencial com um comentário sobre o então candidato Trump: “Uma pessoa que quer construir muros e não pontes não é cristã”.
Francisco, que recebeu Donald Trump no Vaticano em seu primeiro mandato, em 2017, para uma audiência de meia hora, o criticou por suas posições antimigrantes. Após a volta do republicano ao poder, em 20 de janeiro passado, o pontífice jesuíta, grande defensor dos excluídos, manteve as críticas. A expulsão de “pessoas que, em muitos casos, deixaram seus países por razões de extrema pobreza, insegurança, exploração, perseguição ou grave deterioração do meio ambiente, atenta contra a dignidade de muitos homens e mulheres”, lamentou, em uma carta incomum dirigida aos bispos americanos e publicada pelo Vaticano.
Em sua carta, Francisco também pediu “uma fraternidade aberta para todos, sem exceção”, deixando de lado “a identidade pessoal, comunitária ou nacional”. O conflito entre o governo Trump e o clero católico também chegou aos tribunais: a conferência episcopal dos Estados Unidos impugnou a cessação do financiamento dos programas de apoio aos refugiados gerenciados pela Igreja. Nas ruas, os cristãos choram a morte do papa.
*Com informações do Estadão Conteúdo-JovemPan
