Em meio a esforços diplomáticos, presidente dos EUA indica que Zelensky estaria disposto a abrir mão da península anexada por Moscou
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (27) acreditar que o líder ucraniano Volodymyr Zelensky poderia aceitar ceder a Crimeia à Rússia como parte de um eventual acordo para encerrar o conflito iniciado em 2022. A fala marca uma mudança no tom em relação às insistentes declarações de Zelensky de que a península “pertence” à Ucrânia.
Trump comentou o assunto durante uma rápida conversa com jornalistas no aeroporto de Morristown, em Nova Jersey, antes de embarcar de volta a Washington, após ter participado do funeral do papa Francisco em Roma. Questionado se acredita que Zelensky aceitaria a perda da Crimeia, Trump respondeu: “Sim, acredito nisso”, embora tenha sugerido depois que sua afirmação poderia ter sido feita em tom de brincadeira.
Desde sua posse em janeiro, Trump tem intensificado os esforços para mediar um fim à guerra, mas até agora sem resultados concretos. Ele voltou a pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, para que “cesse o fogo, se sente à mesa e assine um acordo”. Trump e Zelensky se reuniram no sábado (26), em Roma, no que foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde o embate público ocorrido em fevereiro, na Casa Branca.
A Casa Branca e o Departamento de Estado buscam articular uma saída negociada para a guerra. Em entrevista à NBC, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a próxima semana será “crucial” para medir a disposição de Kiev e Moscou em chegar a um consenso. “Temos razões para sermos otimistas, mas também precisamos ser realistas”, destacou Rubio, reforçando que concessões de ambos os lados serão necessárias para viabilizar a paz.
Já o assessor de Segurança Nacional, Mike Waltz, confirmou que negociações discretas estão em andamento, mas evitou revelar detalhes. Reportagem recente da revista Time indicou que o plano de paz americano poderia incluir o reconhecimento formal da Crimeia como território russo — informação que, até o momento, não foi confirmada oficialmente por Washington.
Apesar das pressões, Zelensky reafirmou publicamente que a Crimeia continua sendo parte integral da Ucrânia, sinalizando que qualquer concessão nesse sentido ainda encontrará forte resistência em Kiev.
Da redação





