PF afirma ao STF que troca de delegado em caso envolvendo Lulinha foi “burocrática”

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Ofício enviado ao ministro André Mendonça sustenta que mudança buscou eficiência em investigações com foro privilegiado

A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a substituição do delegado responsável pela investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ocorreu por razões burocráticas. A mudança retirou o delegado Guilherme Figueiredo Silva do caso após a apuração ser transferida para outra divisão da corporação.

O ofício foi encaminhado ao relator no início de maio. No dia 15, Mendonça recebeu integrantes da PF para prestar esclarecimentos sobre as alterações estruturais. A mudança havia gerado suspeitas de possível tentativa de blindagem ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a troca no comando da investigação.

Segundo a Polícia Federal, o caso foi transferido para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq), unidade responsável por investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado. A corporação afirmou que a reestruturação visa garantir maior eficiência em apurações consideradas sensíveis e complexas.

Apesar da explicação oficial, interlocutores indicam que o ministro André Mendonça não identificou justificativa para a retirada do delegado anterior. A divisão que conduzia o caso havia solicitado a quebra de sigilo de Lulinha e conduzido negociações para um acordo de delação premiada.

A proposta de colaboração do empresário Mauricio Camisotti chegou a ser enviada ao STF, mas precisou ser devolvida para reformulação completa. O novo acordo deverá ser refeito com a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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