A movimentação indica um claro receio de que o avanço das apurações torne a situação insustentável em solo brasileiro.
A crescente pressão da CPMI do INSS provocou uma debandada estratégica para a Europa por parte de Fábio Luís Lula da Silva, filho de Lula, e seu sócio, Kalil Bittar. Os dois decidiram fixar residência no exterior justamente quando as investigações sobre desvios de recursos de aposentados ganharam força. A movimentação indica um claro receio de que o avanço das apurações torne a situação insustentável em solo brasileiro.
Kalil Bittar já vive na região metropolitana de Lisboa há pelo menos um ano, mantendo uma estrutura de luxo enquanto as autoridades investigam seu papel no esquema. Ele é suspeito de atuar junto a lobistas para vender produtos de canabidiol ao SUS, utilizando a influência política do filho do presidente. Depoimentos indicam que operadores do esquema chegaram a pagar viagens internacionais de luxo para o grupo.
A parceria entre Lulinha e Bittar, embora não seja mais formalizada em documentos no Brasil, continua ativa no mercado internacional, com foco em transações fora do alcance imediato da justiça nacional. Bittar se mudou para Cascais, em Portugal, pouco antes de Lulinha escolher Madri, na Espanha, como seu novo refúgio. Essa proximidade geográfica na Europa reforça a tese de que ambos continuam operando negócios em conjunto.
As investigações apontam que o grupo utilizava uma empresa de consultoria para intermediar contratos vultosos, funcionando em um escritório em Brasília que servia de base para os aliados de Lulinha. Mesmo com as negativas dos envolvidos, a Polícia Federal apurou que houve recebimento de valores mensais e vantagens financeiras ligadas a operadores da chamada “Farra do INSS”. A rede de influência atingiria diversos setores da administração pública.
No final de 2025, a situação de Bittar se agravou com a Operação Coffee Break, que o acusou de participar de um esquema de tráfico de influência no setor educacional. Com o cerco da Polícia Federal e a pressão da CPMI, a permanência da dupla na Europa é vista como uma tentativa clara de evitar o banco dos réus. O cenário sugere que o desfecho das investigações será implacável para os envolvidos.
Com informações de Veja.
