PEC ganhou força e já mobiliza 261 deputados.
O confronto político no Congresso Nacional após a Vaza Toga 2 e a prisão de Jair Bolsonaro ganhou um novo e significativo reforço, com o Centrão se unindo ao PL e ao Novo para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF). A aliança, que ocupou os plenários da Câmara e do Senado por mais de 30 horas, visa pautar projetos que acabariam com a chantagem do STF contra políticos. A adesão de partidos como o PSD, o Progressistas e o União Brasil é um golpe contra o poder do Judiciário e mostra que a pressão da oposição está surtindo efeito, ameaçando o poder supremo dos ministros de perseguir parlamentares.
O principal objetivo da nova aliança é a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que retira do STF e passa para a primeira instância a competência para julgar políticos. A medida é vista como o passo crucial para que os parlamentares “percam o medo” do tribunal e se sintam livres para avançar com a pauta da anistia a manifestantes presos e a outros projetos considerados de interesse popular. A estratégia, que começou com a iniciativa do deputado Marco Feliciano (PL), ganhou força e já mobiliza 261 deputados, garantindo a maioria necessária para aprovar mudanças significativas.
Caso a PEC seja aprovada, o impacto seria imediato e profundo. A medida tiraria do STF a ação penal que mira o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por suposto “golpe de Estado”, que é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes. Essa mudança marcaria o começo do fim da perseguição política do Judiciário contra parlamentares. A aprovação da PEC seria uma vitória histórica para o Congresso e um sinal de que as chantagens do STF contra os políticos estão com os dias contados.
