China critica planos de armas a laser do Japão como ameaça à estabilidade regional da Ásia

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Militares de Pequim acusam Tóquio de violar limites bélicos enquanto o Japão investe em sistemas de laser terrestres e marítimos

Militares chineses criticaram os avanços do Japão em sistemas de armas a laser e alertaram que os planos de Tóquio podem comprometer a segurança e estabilidade da Ásia. O comentário foi publicado nesta terça-feira (23) pelo jornal PLA Daily, veículo oficial do Exército de Libertação Popular da China.

O Japão tem investido em tecnologias de energia direcionada como forma de defesa contra drones. A Força de Autodefesa do país já mostrou uma arma a laser montada em um caminhão com potência de 10 kW. Para ampliar esse sistema, o Ministério da Defesa destinou 3,4 bilhões de ienes, cerca de 23 milhões de dólares, no orçamento de 2025.

Além disso, Tóquio reservou 18,3 bilhões de ienes, aproximadamente 120 milhões de dólares, para o período até 2029. O objetivo é desenvolver uma versão naval de alta potência voltada para a neutralização de pequenos veículos aéreos não tripulados em cenários marítimos.

O projeto prevê a instalação da arma em dois novos navios equipados com o sistema Aegis que estão em construção. O cronograma inclui testes operacionais entre 2028 e 2030 e a implantação a partir de 2031. O protótipo terrestre do sistema tem o tamanho de dois contêineres de 12 metros e ainda passa por ajustes para reduzir sua dimensão e garantir integração com os sistemas de defesa existentes.

O investimento busca responder a um aumento expressivo da atividade de drones chineses sobre o espaço aéreo do sudoeste japonês. Entre 2021 e 2024, as incursões cresceram sete vezes, segundo relatórios oficiais de Tóquio.

O Japão também reservou um bilhão de ienes no orçamento de 2026 para pesquisas sobre lasers antimísseis, dez vezes mais potentes que os atuais sistemas antidrones. Outra frente em estudo é a tecnologia de micro-ondas de alta potência, que recebeu 800 milhões de ienes, cerca de 5,4 milhões de dólares.

O PLA Daily avaliou que a iniciativa japonesa representa um risco político e militar. “O desenvolvimento e a implantação de armas a laser pelo Japão, ao mesmo tempo em que aumentam suas capacidades militares, também estão gradualmente violando as restrições de sua constituição pacifista. Essa tendência perigosa impactará severamente a estabilidade regional”, afirmou a publicação.

O jornal também alertou para a possibilidade de maior aproximação entre Tóquio e Washington na área de armamentos. “Isso exercerá ainda mais pressão sobre a situação de segurança regional”, acrescentou.

A China também desenvolve armas de energia direcionada. Durante o desfile militar do Dia da Vitória, realizado neste mês em Pequim, o governo chinês exibiu o dispositivo naval LY-1 e dois sistemas a laser antidrones montados em veículos. Um deles, a arma OW5-A50, possui potência de 50 kW. O nível de potência do LY-1 não foi divulgado.

 

 

 

R7

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