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Chinaglia espera que CPI funcione “sem dramatizar”

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O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou hoje (26), em entrevista coletiva no Salão Verde, que espera que os trabalhos da Casa não sejam prejudicados com a instalação da CPI do Apagão Aéreo, que deve entrar em funcionamento na próxima quinta-feira, dia 3. “Devemos estar preparados para o embate político, mas sem dramatizar”, comentou.

Questionado sobre qual deve ser o foco da comissão, Chinaglia disse que devem ser investigadas as causas do apagão aéreo: o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado, quando 154 pessoas morreram; os motivos dos atrasos nos aeroportos e se a estrutura da aviação brasileira comporta a sua demanda.

Investigar a Infraero, empresa estatal que cuida dos aeroportos em todo o país, é um dos temores do governo e um dos pratos preferidos da oposição. O Tribunal de Contas da União (TCU) já produziu relatório indicando irregularidades na empresa, que afastou alguns funcionários. “Se ela tem algum papel, cabe a própria comissão analisar”, afirmou o presidente da Câmara.

Indagado sobre a indicação dos parlamentares para a presidência e relatoria, os dois cargos mais importantes da CPI, Chinaglia limitou-se a dizer que tudo depende da disputa política. Mas explicou: “O regimento prevê que o maior bloco, ou bancada, tem direito a presidência. Mas, com um acordo político, tudo pode acontecer”, afirmou.

A maior bancada na Câmara é do PMDB, com 91 deputados. E é o presidente da CPI quem escolhe o relator. Para Arlindo Chinaglia, o relator será decidido entre os partidos da base do governo.

Aumento

Maio também deve ser o mês em que os deputados vão votar o aumento salarial, válido também para senadores, ministros, o vice-presidente e o presidente da República. Pelo acordo já fechado, o reajuste será baseado no índice de inflação dos últimos quatro anos (26,49%). Dos atuais R$ 12.847,20, o salário dos deputados pararia para R$ 16.250,42.

Segundo Chinaglia, o reajuste pode acontecer de três maneiras: 1) retroativo a fevereiro, quando começou a atual legislatura; 2) retroativo ao atual mês de abril, quando foi elaborado o projeto, ou 3) a partir de maio, quando provavelmente será votado o aumento. “Mas isso vai ser decidido em plenário, com todos os parlamentares”, explicou. (Lucas Ferraz)

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