Segundo analistas, problemas no fornecimento…
A Coreia do Norte tem recorrido a recomendações culinárias e remédios tradicionais para enfrentar uma das ondas de calor mais intensas já registradas na península coreana, com temperaturas que chegaram perto dos 40 °C.
A imprensa estatal de Pyongyang, conhecida por divulgar principalmente conteúdos militares e políticos, passou a destacar pratos considerados capazes de ajudar a população a suportar o calor, incluindo a tradicional sopa de carne de cachorro e o samgye-tang, uma sopa de frango com arroz glutinoso, tâmaras e ginseng.
Em um artigo publicado pelo jornal oficial Rodong Sinmun, um médico afirmou que a sopa de cachorro pode ser utilizada como um “aporte nutricional complementar”. O prato, que também já foi consumido tradicionalmente durante o verão na Coreia do Sul, tem perdido espaço no país vizinho e terá sua comercialização proibida oficialmente a partir de fevereiro de 2027.
A agência estatal KCNA também destacou os supostos benefícios do samgye-tang, prato que continua popular na Coreia do Sul durante os períodos de calor extremo. Em Seul, restaurantes especializados registram aumento da procura pela sopa nos meses mais quentes.
A onda de calor afetou tanto a Coreia do Norte quanto a Coreia do Sul. No território sul-coreano, temperaturas recordes foram registradas por três dias consecutivos, com máxima de 42,5 °C e pelo menos 23 mortes relacionadas ao calor intenso.
Enquanto autoridades de Seul emitiram alertas para evitar atividades ao ar livre, imagens divulgadas pela televisão norte-coreana mostraram moradores trabalhando nos campos e frequentando praias, como o complexo turístico de Wonsan, inaugurado pelo líder Kim Jong Un.
Especialistas, porém, alertam que a realidade da população norte-coreana pode ser mais difícil devido à falta de infraestrutura adequada. Segundo analistas, problemas no fornecimento de energia e água podem agravar os impactos das altas temperaturas.
A pesquisadora Rachel Minyoung Lee, do Stimson Center, afirmou que os norte-coreanos tendem a sofrer mais com o calor por não possuírem a mesma estrutura disponível na Coreia do Sul.






