Epidemia de ebola na RD Congo deixa mais de 2 mil mortos

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Vue de l'entrée de l'Institut national de recheche biomédicale de Goma. Des mesures préventives ont été mises en place avant d'entrer dans cet établissement dans lequel sont testés les prélèvements des personnes susceptibles de souffrir de la maladie Ebola. View of the entrance to the National Institute of Biomedical Research in Goma. Preventive measures have been put in place before entering this facility where samples from people suspected of having Ebola are tested.
O balanço aproxima a epidemia atual da epidemia de 2018-2020, a mais letal até hoje na RDC, com quase 2.300 mortos para 3.500 doentes registrados

A epidemia de ebola, que continua avançando na República Democrática do Congo (RDC), provocou 2.011 mortes entre 4.381 casos confirmados, segundo o balanço atualizado divulgado pelas autoridades congolesas nesta terça-feira (11).

O balanço aproxima a epidemia atual, que se propaga por regiões do leste e nordeste do país assoladas por conflitos, da epidemia de 2018-2020, a mais letal até hoje na RDC, com quase 2.300 mortos para 3.500 doentes registrados.

Originado na província nordeste de Ituri, o surto se espalhou por várias províncias do nordeste e leste do país, onde a presença do Estado é frágil e as instalações de saúde não possuem recursos suficientes.

A taxa de mortalidade da atual epidemia é calculada em 45,9% pelas autoridades de saúde congolesas.

Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendaram na sexta-feira avaliar, em um teste clínico, a vacina homologada contra o ebola, diante da falta de uma vacina específica contra a variante Bundibugyo, que afeta a RDC atualmente.

Segundo os especialistas da OMS, já estão disponíveis muitos dados, em particular sobre a segurança da vacina Ervebo, que permite considerar uma avaliação em fase 3, etapa que geralmente é organizada em escala mundial com milhares de pessoas.

Doses da Ervebo procedentes da reserva mundial da vacina contra o ebola, criada e financiada pela Gavi, devem ser disponibilizadas para apoiar os ensaios clínicos, indicou a aliança em comunicado.

A reserva mundial, produzida pelo laboratório farmacêutico americano Merck, tem quase 500 mil doses, algumas delas mantidas na RDC devido à frequência dos surtos no país, apontou a Gavi.

A aliança Gavi, criada no ano 2000, reúne doadores públicos e privados para ajudar os países em desenvolvimento a adquirir vacinas a preços acessíveis.

 

 

JovemPan

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